Mostrar mensagens com a etiqueta O Conselheiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Conselheiro. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O estilo do nosso Presidente


Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República Portuguesa, é um chefe de Estado diferente. Não podemos ficar indiferentes às suas últimas aparições públicas, onde tem conseguido apresentar uma imagem simpática e agradável, pouco comum às personalidades que ocuparam semelhante cargo nos últimos anos. Claro que não é por simpatia que se deve avaliar o desempenho de um cargo político, mas tendo em conta a pouca influência que a sua posição assume para o dia-á-dia directo dos portugueses, ao menos faz-nos sentir de algum modo optimistas.

sábado, 4 de junho de 2016

A pior inimiga da Mulher: a "Outra"






Todos os filmes têm o seu propósito. Uns, com extraordinários orçamentos e objetivos comerciais pretendem atingir enorme sucesso de bilheteira. Outros, juntam uma constelação de atores conhecidos, pretendendo um resultado mais focado na excelência da caracterização e do argumento. Mas existe um terceiro escalão, deveras interessante, focado no misterioso mundo dos maiores receios femininos: os filmes que abordam histórias de mulheres que se sujeitaram à traição ou intriga através da vingança ou inveja de outra mulher.

Geralmente a Vilã é uma "Sex Bomb", o Marido envolve-se com esta nunca por vontade própria (submetido a uma sedação qualquer que lhe retira a "possibilidade" de se defender), e a Esposa lá surge, fora do prazo mas sempre a tempo de defender a relação e afugentar a concorrência.

Estas histórias, de argumentação simples, tornam-se perceptivelmente interessantes ao público feminino: abordam a opressão praticada pela agressora ao casal, onde geralmente o homem é demasiado ingénuo para perceber ou se defender, obrigando a namorada/esposa a intervir, em defesa da relação e do bem estar familiar. Depois surge a visão interessante de quem interpreta a história. Este tipo de filmes, despertam a nós homens alguma curiosidade. De modo introspectivo, naturalmente, é uma trama da qual não nos importávamos nada de fazer parte. Talvez mesmo o cenário perfeito à inocência de uma infidelidade. Geralmente a Vilã é uma "Sex Bomb", o Marido envolve-se com esta nunca por vontade própria (submetido a uma sedação qualquer que lhe retira a "possibilidade" de se defender), e a Esposa lá surge, fora do prazo mas sempre a tempo de defender a relação e afugentar a concorrência. Estas são algumas destas famosas Vilãs.

#1 - India Eisley
Nanny Cam, 2014




Linda tem o casamento perfeito: um marido jovem e bem aparentado, assim como uma adorável filha de 8 anos, Chloe. Um dia decidem contratar uma jovem Babysitter, Heather, que depressa se envolve entre o casal de modo a afastar Linda da posição que pretende ocupar à força: ser esposa e Mãe. Mais do que uma simples situação de devassa familiar, este filme revela uma das preocupações que assiste a qualquer mulher mais experiente: uma Mulher mais jovem poder gerar interesse no Marido. Uma espécie de concorrência desleal.

Lá aparece o pobre coitado a ser violentamente seduzido, imobilizado por um sedativo qualquer


O que é que India Eisley tem? Para além de ser uma "Pita" gira, tem qualquer coisa de perverso naquele olhar inocente. Com 22 anos na actualidade, nasceu na Califórnia nos Estados Unidos. Já participou em quase 10 filmes de cinema, tendo sido actriz principal na série The Secret Life of the American Teenager.

#2 - Josie Davies
Dirty Teacher, 2013




Jamie é uma jovem popular que namora com Danny, um rapaz simples mas atraente que se dedica de modo bastante empenhado aos estudos, como preocupação ao apoio incondicional dos Pais no seu futuro, perante as graves dificuldades financeiras que a família atravessa. Até que surge Molly, uma professora substituta, que fruto de diversos distúrbios psicológicos mal resolvidos derivantes de uma infância difícil, decide conquistar o jovem rapaz, na expectativa que tal relação lhe devolva de certo modo a sua juventude perdida. Neste caso, ao contrário do anterior filme, o papel de Vilã assiste a uma mulher mais velha.

A vida de estudante não é nada fácil, seja com ou sem livros nas mãos


O que Josie Davies tem? Essencialmente, Josie é uma mulher bonita, com uns olhos azuis quase que felinos. Aos 43 anos, esta californiana apresenta uma escultural forma física, destacando-se assim com atributos suficientes para desempenhar uma perfeita vilã nesta natureza de filmes.

#3 - Amanda Seyfried
Chloe, 2009



Catherine (Julianne Moore) decide fazer uma festa-surpresa ao marido David (Liam Neeson) que chegaria essa noite de uma longa viagem de trabalho. Porém indesejadamente a viagem é adiada, chegando David apenas no dia seguinte. Desconfiada de uma suposta infidelidade do cônjuge, Catherine decide contratar uma jovem prostituta que coloque a teste a verdadeira capacidade de lealdade do marido. Só que não conta que esta se venha a apaixonar. Não pelo marido, mas por ela...



O que Amanda Seyfried tem? Beleza, seguramente, mas um qualquer olhar enigmático. Talvez pela expressão que sorri sem mostrar os dentes, quase como quem esconde alguma coisa. Nasceu na Pensilvânia, nos Estados Unidos, e tem actualmente 30 anos. Para além de actriz, é modelo.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Lendas da Música


Montreux Jazz Festival, 2004. Le Chick - "Good Times"
O mote deste vídeo é simples: como consegue uma banda que se popularizou num estilo musical que morreu nos anos 80 – Disco –, continuar com uma qualidade invejável nas actuações ao vivo.
Este concerto no Montreux Jazz Festival é o exemplo perfeito.

sábado, 14 de maio de 2016

Coisas que eram boas e continuam a ser


House of Broken Love
Os Great White são uma banda formada em Los Angeles em 1978. Daquelas bandas que faziam parte do cenário musical mais em voga nos anos 80. Daquelas bandas que sabiam tocar. Daquelas bandas que produziam álbuns que valiam a pena comprar. Infelizmente, uma banda que ficaria também marcada pela tragédia, onde num dos seus concertos em 2003 cerca de 100 pessoas morreram, inclusivamente um dos seus elementos, devido a um incêndio deflagrado no recinto do espetáculo em virtude de uma irresponsável utilização de pirotecnia. Fica uma das suas músicas mais marcantes.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Lendas da música


Miles Davis, Trompetista e Compositor de jazz norte-americano, foi considerado um dos mais influentes músicos do século 20. Este concerto gravado em Montreux no ano de 1991 foi um espetáculo-tributo de Quincy Jones em homenagem a Miles Davis e Gil Evans. O último que o brilhante músico deu antes da sua morte, três meses mais tarde. Mesmo para os que pouco conhecem da sua obra, vale a pena apreciar.

terça-feira, 10 de maio de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

5 Razões pelas quais Donald Trump brilha



Para receio de muitos, existe apreciável probabilidade para que Donald Trump venha a ganhar a presidência dos Estados Unidos nas próximas eleições. Trump é uma personagem pouco consensual. Alguns discursos infames moveram as principais figuras norte-americanas a manifestarem o total repúdio pela sua visão de política, embora seja inquestionável que todo o "buzz" criado por sí próprio não deixa ninguém indiferente.

Razão nº1 - American Way of Life
Donald Trump é um homem de sucesso. Com uma carreira ligada essencialmente ao ramo imobiliário que rapidamente se estendeu a outras vertentes de negócio, Trump teve também alguns períodos que o levaram a perder a fortuna. Soube voltar à ribalta, recuperou o que perdeu, o que gerou um enorme reconhecimento por parte da sociedade capitalista norte americana. É desde há muito tempo considerado um herói por tal feito. Assim se construíu o mito sobre a sua própria personalidade.

Razão nº2 - Ice Bucket Challenge
O que começou por ser um movimento de consciencialização sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica, rapidamente se tornou uma das maiores palhaçadas globais, na qual várias figuras da sociedade se remeteram a um banho de água gelada, demonstrando a sua solidariedade por algo que não conseguiam sequer pronunciar. Mesmo assim, entregando-se ao mesmo destino que outras figuras, Trump gerou a mesma empatia que o "povo" sente quando vê uma figura pública de cuecas num programa televisivo qualquer. O povo gosta destas coisas.

Razão nº3 - Programa de televisão
Trump teve um programa televisivo que chegou a passar em Portugal, onde através da sua postura provocante e insultuosa, avaliava as aptidões de jovens empreendedores desejosos de ser alguém. Basicamente, desejosos de serem como ele. Até então, era pouco comum a abertura do mundo dos negócios sob formato reality show, o que permitiu a sociedade entender o quanto se vive no fio da navalha quando se lida com milhões. Mais uma vez, os americanos puderam constatar o mérito e capacidades de Trump aplicadas na vida real.

Razão nº4 - Segurança
Donald Trump pode ser acusado pelos inúmeros excessos que comete. Mas uma coisa é garantida: Trump não se arrepende do que diz, demonstra uma enorme segurança em abordar temas tão controversos como pouco convenientes a uma sociedade dividida entre a ignorância e o cinismo. A sua postura firme assume-se como um género de propaganda anti-herói, desinteressado no estado letárgico do politicamente correcto que levou a população a perder aos poucos a crença da política. A evocação do nacionalismo e na superioridade norte-americana tem sido um dos pontos que lhe tem gerado mais apoiantes.

Razão nº5 - Mulheres
Por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher, diz a sabedoria popular. Aí, Trump sabe apostar bem os seus trunfos, apoiando-se da presença da mulher e da filha nos vários comícios por onde tem espalhado a sua palavra. Mesmo tendo já um divórcio no currículo, o facto é que os americanos não gostam de pessoas demasiado perfeitas, sentem sempre uma espécie de empatia pelo tipo que já cometeu erros na vida e se redimiu. Um homem rude mas acompanhado de uma bela família aparenta um lado mais humano, mesmo sabendo o povo reconhecer que aquelas personagens são do mais materialista que pode existir.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Blogs de Beauty, Fashion e Lifestyle.
Uma epidemia que os homens não compreendem?



Ultimamente ando surpreendido com a quantidade de blogs que existem dedicados aos hiperbólicos temas que, aparentemente, mais motivam o público feminino a criar este tipo de publicações.
Aquilo que para mim aparentemente não passava de um conjunto de fantasias descartáveis, com jovens mulheres ou não-tão-jovens-mulheres-a-quererem-ser-jovens dedicadas a serem fotografadas ora nas ruas de Lisboa com sacos de compras na mão ora dentro de lojas a experimentar roupa, afinal já representa no universo online um considerável marco de propagação.

A preponderância do mundo estético está inclusivamente ligada aos locais onde vamos jantar, onde vamos passar os nossos fins-de-semana e até à urgência com que colocamos nas redes sociais fotografias que comprovem que lá estivemos, ratificando o quanto estamos "In".

Úteis ou frívolos, lucrativos ou altruístas, os blogs de lifestyle são inegavelmente fundamentados num mundo estético, provavelmente distante da vida real da maioria dos seus seguidores, embora aparentemente próximo de quem os perpetua com postagens diárias acerca das escolhas com que se apresentam ao mundo no seu dia-á-dia. Por um lado, é demais evidente que por trás destes blogs existem mulheres ligadas ao mundo editorial da moda, com inteligível acesso a conteúdos originais que tanto despertam a curiosidade alheia. Mesmo a nível "amador" se apresenta também matéria de inegável compatibilidade a um maior domínio desta temática.

Questionável poderá ser a quanto de vida real obedece esta natureza estética, em que invariavelmente as questões ligadas à determinância da "beleza" se tornam mais influentes que o carácter humano de quem, sob sua influência vive. Sem hipocrisias, todos estamos sujeitos ao que está na moda, ao que os outros têm, ao modo como nos procuramos apresentar perante a sociedade. A preponderância do mundo estético está inclusivamente ligada aos locais onde vamos jantar, onde vamos passar os nossos fins-de-semana e até à urgência com que colocamos nas redes sociais fotografias que comprovem que lá estivemos, ratificando o quanto estamos "In".

Deve ser penoso acatar vicissitudes diárias que surgem a todos nós, quando nos temos de preocupar em não sujar a camisa quando mudamos um pneu do carro ou pegamos numa criança, como pouco prático estar o dia inteiro de saltos altos quando se tem de descer e subir escadas ou fazer caminhadas a vários locais num dia de trabalho.

Perante a própria estética em que a sociedade se vincula, torna-se quase obrigatório nos integrarmos nesta predisposição à aparência. Proclamamos assim a face glamourosa do mundo em que vivemos (ou que imaginamos que vivemos) não havendo lugar à cara inchada quando se acorda, ao vestir-qualquer-coisa ao Domingo, ou até mesmo uma maior descoberta interior evitando a ligação aos bens estéticos e materiais. Deve ser penoso acatar vicissitudes diárias que surgem a todos nós, quando nos temos de preocupar em não sujar a camisa quando mudamos um pneu do carro ou pegamos numa criança, como pouco prático estar o dia inteiro de saltos altos quando se tem de descer e subir escadas ou fazer caminhadas a vários locais num dia de trabalho.

Das duas, uma. Ou há sempre alguém disposto a fazer tudo por nós, ou passamos o dia em casa sem fazer nada, vivendo de rendimentos alheios que nos permitam andar pela cidade a fazer compras e a tirar fotografias. Nessa conjuntura, aquilo que é a vida real não passa de um mau pesadelo que nem se deve invocar para não trazer más energias.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Filmes de uma vida - Wild Orchid



"We all have to lose ourselves sometimes to find ourselves, don't you think?"

Para aqueles que se preocupam em vislumbrar um filme apenas quando a crítica ou opiniões alheias são favoráveis, então a obra "Orquídea Selvagem" não constará na agenda destes. Principalmente se nascidos após a década de 90, indiferentes a importância da Sétima Arte nas décadas de 70 e 80.
E foram de facto essas férteis décadas que em termos cinéfilos marcaram várias gerações de jovens e adultos, assistindo-se a um brotar de filmes que abordavam de modo mais profundo temas controversos, em que no caso das narrativas amorosas envolviam um patamar muito mais carnal e proibitivo que nos clássicos romances de décadas anteriores.

Orquídea Selvagem (1990) não foi de facto a primeira aproximação a relações "proibidas" no cinema. O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes em 1981 (adaptação do original de 1946 ), 9 Semanas e Meia (1986) e Atracção Fatal (1987) criaram sem dúvida a base que permitiria o aparecimento desta obra mais tarde, destacando-se das demais por dois inquestionáveis factores: uma bela e desconhecida actriz a representar o alvo de luxúria do irreverente Mickey Rourke, assim como o cenário de fundo passado no paradisíaco Brasil, nomeadamente em Salvador da Bahia e Rio de Janeiro. Um perfil diferente dos cenários urbanos norte-americanos dos anteriores filmes referidos.

Se considerarmos o quotidiano entediante da maioria das pessoas é desprovido de emoção, sonhos e fantasias, existirá sempre uma enorme dificuldade em aceitar que vida tenha situações tanto de improváveis como apaixonantes!

O filme conta a história de Emily Reed (Carré Otis), uma jovem e inocente advogada estagiária oriunda do Kansas, cujo sonho em viajar pelo mundo a leva a acessorar um negócio imobiliário no Brasil, acompanhada pela sua superior, Claudia Dennis (Jacqueline Bisset). Já no Brasil, o negócio que envolve milhões sofre um revés, obrigando Claudia a viajar de imediato para a Argentina, deixando para trás a ingénua estagiária. Hospedada num hotel de 5 estrelas, Emily acaba por conhecer um ex-amante milionário de Claudia, James Wheeler (Mickey Rourke), desenrolando-se a partir daí toda a intriga do filme, conduzida por um impulsivo e traumatizante controlo emocional imposto pelas dificuldades em lidar com sentimentos demonstradas pelo magnata.

Qualquer intelectualóide que se disponha a avaliar este filme poderá considerar a história absurda, impossível de associar à realidade. De facto, se considerarmos o quotidiano entediante da maioria das pessoas é desprovido de emoção, sonhos e fantasias, existirá sempre uma enorme dificuldade em aceitar que vida tenha situações tanto de improváveis como apaixonantes. Que não minha opinião, são magistralmente evidenciadas nesta obra.

Uma nota final interessante; fruto do relação das personagens assim como do envolvimento de todos os magníficos cenários do filme, Carré Otis e Mickey Rourke iniciaram uma relação que durou seis anos, tendo ambos contracenado no filme Exit In Red em 1996.

terça-feira, 26 de abril de 2016