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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Foto do Dia


Cabo Fatucama, Timor-Leste
Fotografia por Design Pics Inc., Alamy Stock Photo

"Timor-Leste, país com 1 milhão de habitantes e uma impressionante fusão multi-cultural, por influência da colonização portuguesa como pela anexação pela Indonésia, 5 anos após de a independência da soberania lusitana."

sábado, 11 de junho de 2016

Surfar em redor do Pacífico

Foto do Dia


Fotografia de Stuart Gibson, com o Kyron Rathbone a surfar uma onda gigante, na Tasmânia, Austrália

"Alcançar um resultados destes numa fotografia, é quase tão bom quanto surfar"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Foto do dia


Fotografia de Ben Thouard, com o surfista Landon McNamara, na praia de Teahupoo, no Tahiti.

"A superfície do mar estava perfeitamente límpida, o que permitiu 
uma imagem de grande qualidade. À bastante tempo que procurava 
uma fotografia como esta. Boas ondas, pouco vento e luz suficiente...
O resultado mostrou-se bastante satisfatório."

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ilhas Cook - Paraíso no Pacífico Sul



As Ilhas Cook são um conjunto de 16 ilhas situadas na Polinésia (Pacífico Sul), mesmo no centro do Oceano Pacífico. Todo o arquipélago divide-se em dois diferentes conjuntos de ilhas: a Norte, as Cook Setentrionais são 6 pequenos atóis áridos e coralinos derivantes de vulcões submersos, e a Sul, as Cook Meridionais, compostas por 9 ilhas bastante mais habitadas, fruto de uma maior área fértil, maior altitude e extensão. Nas proximidades, as famosas Tonga, Samoa e Polinésia Francesa.



A capital das Cook é Avarua, situada na ilha de maior dimensão e mais populosa – Rarotonga – com cerca de 14 mil habitantes. Apesar de ter sido James Cook o primeiro navegador conhecido a traçar todo o mapa completo do arquipélago em 1770 – atribuindo o próprio nome às ilhas – na altura estas eram já habitadas por polinésios e espanhóis. Em 1901 foi reconhecida a independência do arquipélago, passando a fazer parte da Nova Zelândia, de acordo com a vontade do próprio povo.

Embora considerados de nacionalidade neozelandesa, os habitantes das ilhas Cook mantêm as tradições Maori comuns aos habitantes dos arquipélagos vizinhos. São pessoas amistosas, tranquilas, provavelmente bastante influenciadas pela tranquilidade da sua vivência neste arquipélago paradisíaco. O inglês e o maori são as duas línguas oficiais, embora nas ilhas mais pequenas existam alguns dialectos específicos – apenas falados, sem sequer deterem uma forma escrita – que aos poucos vão desaparecendo.



A principal actividade económica das ilhas Cook é o turismo, para além da venda de pérolas e frutos nativos a outros países, como ainda os conhecidos serviços financeiros off-shore. A unidade monetária em vigor é o Dólar Neozelandês ($NZ), embora também se utilize com frequência uma moeda local de valor similar, sem cotação legal fora do território, sendo muitas vezes guardadas como recordação pelos turistas. Existem apenas dois Multibancos na ilha principal, e é cobrada uma tarifa de quase 4 euros por cada depósito ou levantamento de dinheiro, embora o cartão Visa seja usado em quase todo o comércio.




O estilo arquitectónico da ilha é essencialmente colonial, com diversas casas tradicionais – as chamadas Kikau – a surgirem aqui e além. A maioria da população é cristã, mas de algum modo conservadora: a homossexualidade masculina é considerada ilegal e punível por lei (a feminina não), assim como também se considera proibida a prática de Topless nas praias.

A homossexualidade masculina é considerada ilegal e punível por lei (a feminina não), assim como também se considera proibida a prática de Topless nas praias.

Algumas particularidades interessantes. Só recentemente foi considerado válido dentro da ilha qualquer documento internacional de condução, sendo outrora necessário todo o cidadão estrangeiro adquirir uma licença específica para o efeito. A velocidade máxima permitida é de 50 km/hora. Os Táxis cobram tarifas mínimas e máximas entre 3$NZ por kilómetro, e 50$NZ únicos a partir dos 16 kms. As gorjetas são consideradas contra os costumes do país e é ainda paga uma taxa de "chegada internacional" de 65$NZ  por pessoa– geralmente incluídas no bilhete de avião dos vôos internacionais, não sendo cobradas nos transportes entre ilhas. É permitido o transporte exterior de produtos adquiridos no arquipélago num valor máximo de 750$NZ.



Todo o arquipélago tem um clima tropical típico dos países do Pacífico Sul, assim como apenas duas estações: a designada época de Chuvas, a partir de Novembro até Maio (sendo conhecido pelo período dos ciclones), em que as temperaturas rondam os 29 graus. Na época Seca – Entre Junho e Outubro –, as temperaturas descem em média aos 26 graus. Ou seja, na prática não existe uma grande diferença entre estes dois climas, mantendo-se as temperaturas constantes ao longo de todo o ano.



Toda a água de torneira é potável e devidamente tratada, sendo esta proveniente do armazenamento das chuvas. Em termos de criminalidade, os índices são manifestamente baixos. É mesmo utilizada uma expressão muito interessante: maior probabilidade de um côco cair na cabeça de alguém do que ocorrer um assalto. Embora naturalmente todas as precauções mínimas devam ser tomadas.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Foto do Dia


Patagónia, Chile
Fotografia por Roger Smith, National Geographic

Localizada entre a Argentina e o Chile, integra territorialmente o sul da cordilheira dos Andes, rumo a sudoeste, até ao Oceano Pacífico. A Patagónia é a região do mundo com maior quantidade de território coberto por gelo fora de zonas polares. Entre desertos frios e secos, florestas e bosques, vales e rios, montanhas e glaciares, a Patagónia tem quatro variações climáticas ao longo do território.

Seria possível abdicar de tudo para sermos felizes?


Esta é uma das histórias mais fascinantes que conheci em toda a minha vida. Se não mesmo A mais fascinante. 
Tudo começou em 2010. O casal Erik e Amy tinham uma vida confortável. Pelo menos, aquilo que a maiora das pessoas poderia considerar como tal. Viviam numa pequena cidade com boa vizinhança, numa casa confortável. Tinham dois bons empregos e duas filhas, e muito provavelmente eram felizes. Ou talvez fossem felizes.

Um dia, Erik perguntou a Amy se ela era capaz de abdicar de todo o dinheiro que tinham, assim como a vida confortável, e partirem os dois com as respectivas filhas numa nova forma de viver a vida. Longe dos amigos, longe de todos os bens materiais, longe do conforto do lar, em direcção à imensidão do desconhecido, numa entrega ao verdadeiro propósito de viver em liberdade.

Foi com base na resposta positiva de Amy, que ambos decidiram então desfazerem-se das suas posses, e com apenas as necessárias condições, comprarem um iate e "entregarem-se" ao mar. Não para uma breve aventura. Mas para a aventura de toda a vida.

Esta história não é ficção. Mais do que a realidade deste casal, talvez mereça a reflexão para a nossa própria vida. O que somos nós? O que valemos nós? Somos verdadeiramente felizes com a condição de vida que temos, em função daquilo que aparentemente é o correcto ou convencional? O mundo é imenso, nós vivemos a vida quase toda numa pequena parte localizada algures no globo. Que dimensão tem a nossa vida?

Toda a história destes 6 anos está documentada no blog http://sailingawayonpapillon.blogspot.pt

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Foto do Dia



Aurora Boreal (Luzes do Norte). Reine, na Noruega
Fotografia por Chris Burkard/Massif

"The northern lights are really special. I can never take enough photographs of them, because just like sunrises (and sunsets), they are always unique. Traveling somewhere that will allow you to see them in all of their glory is something that I highly recommend. When seeing the northern lights, I usually find myself in a cold environment, fairly late at night. And I couldn’t be happier. The universe is always putting on a show somewhere, and getting to observe such phenomena really makes you aware of how spectacular life really is."

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A cidade proibida de China

Fotografia aérea, na década de 90

Possivelmente, este terá sido o bloco de prédios mais anárquico e povoado do mundo. Terá, no passado, porque já não existe. Conhecida como Cidade Muralha de Kowloon, este gigantesco quarteirão de edifícios interligados, chegou a albergar mais de 50 mil pessoas, na cidade de Kowlon em Hong Kong.



Tudo começou em 1860, quando a Dinastia Qing, a última dinastia imperial na China (precedida da dinastia Ming e sucedida pela República chinesa), cedeu o território sul da Boundary Street (Kowloon) ao império Britânico. Originalmente, esta edificação não era mais do que um forte militar. Durante a ocupação Japonesa que ocorreu em meados da Segunda Guerra Mundial, a sua população aumentou drasticamente, chegando a 1987 com uma população de 33 mil habitantes, ano em que o governo de Hong Kong aprovou a sua demolição..



Podia mesmo considerar-se a "Cidade do Crime", enquanto existiu. Durante 20 anos, entre 1950 e 1970, foi controlada pelas Tríades, assumindo-se como abrigo a prostituição, jogo ilegal e tráfico de droga. O total desordenamento da construção, a falta de condições sanitárias ou mínima qualidade de vida, não inibiu que a população por lá se mantivesse, surgindo surpreendentemente cada vez mais comércio nas imediações.



Uma cidade completamente claustrofóbica, construída sem plano algum de arquitectura, foi na realidade uma "vítima" da crise de diplomacia entre os ingleses e chineses que ocupavam parcialmente o território, deixando-a à sua própria sorte. Apesar de ser apenas nos telhados o único ponto onde se conseguia respirar ar puro, as pessoas que por lá viviam, diziam-se felizes.

O parque que hoje existe, sob a fundação da antiga cidade


Estimam-se terem sido gastos cerca de 2.7 biliões de dólares na evacuação da população residente, antes do seu processo de demolição que teve lugar em 1993 e que terminou um ano mais tarde. Em 1995, foi inaugurado no mesmo local, o Kowloon Walled City Park.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Voar ao lado de um avião



O piloto e entusiasta pela aviação, Yves Rossy tornou-se conhecido pela invenção do equipamento a jacto que lhe permite voar a quase 2000 metros de altitude. Conhecido como "Jetman", Rossy tem viajado pelo mundo na demonstração da sua invenção, exibindo com natural orgulho as suas performances pelos ares, devidamente documentadas pela equipa que o acompanha. Conseguindo atingir velocidades na ordem dos 300km/hora, conta já com algumas experiências interessantes, como o sobrevoar a cordilheira dos Alpes ou o Grand Canyon. Em 2015 no Dubai, juntamente com Vince Reffet, foi filmada uma demonstração de 10 minutos operada por ambos a acompanharem um avião Emirates Airbus A380 – o maior avião de transporte de passageiros da actualidade – sobrevoando a famosa Jumeirah Palm a uma altitude de 1200 metros. Os pilotos com o respectivo equipamento colocado são lançados exclusivamente a partir de um helicóptero, sendo que a sua aterragem é apoiada por meio de paraquedas. A filmagem é apresentada no vídeo acima.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Lugares incríveis, longe de tudo e de todos...



Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul
Esta colecção de ilhas Subantárticas de propriedade ultramarina inglesa, estão localizadas ao meio do Oceano Atlântico e o Oceano Antártico, assim como entre os continentes América do Sul e a Antártica. Curiosamente o Oceano Antártico foi apenas integrado na lista dos oceanos em 2000 pela IHO (Organização Internacional de Hidrografia), nomeando assim todo o mar em redor da Antártica. Administrativamente pertencentes ao Reino Unido, são reclamadas desde 2013 pela Argentina, numa disputa territorial semelhante à verificada nas ilhas Malvinas. E é mesmo a partir de Stanley, capital das Malvinas, que a governação oficial destas ilhas é realizada.



A sua habitabilidade
Este arquipélago consiste na ilha maior, a Geórgia do Sul, e no agrupamento de outras pequenas ilhas, as Sandwich do Sul. Não existe população nativa na ilha principal, sendo o seu grupo de 30 habitantes composto por um oficial do Governo Britânico, cientistas e investigadores da British Antartic Survey, uma organização responsável pelos trabalhos de investigação levados a cabo pelo Reino Unido na Antártica. Descoberta em 1675 pelo mercador inglês Anthony de la Roché, foi mais tarde circunavegada pelo Capitão da Marinha inglesa James Cook, que em homenagem ao Rei George III a reclamou como pertença do território inglês, nomeando-a então Saint George Island. A ilha Geórgia do Sul tem uma área total de 3756 km quadrados. Nas 11 pequenas ilhas vulcânicas que compõem as South Sandwich, alguns dos vulcões estão ainda em actividade.



O clima nas ilhas
Com apenas 1000 horas de Sol ao longo do ano e com uma pluviosidade da ordem dos 1500 mm cúbicos/ano, as temperaturas no arquipélago não são propriamente as mais convidativas: no Verão (Janeiro) as temperaturas alcançam os 8 graus positivos, enquanto no Inverno podem alcançar os 5 graus negativos, com frequente queda de neve ao longo de todo o ano. Nas Sandwich do Sul, pela sua maior proximidade à Antártica, a tendência em se verificarem temperaturas mais baixas é frequente.



Como lá chegar
Para além das pescas operadas por companhias especificamente licenciadas para o efeito, o Turismo tem sido uma das fontes de rendimento mais exploradas na Geórgia do Sul. Sendo por via marítima o único meio de chegar à ilha – pela ausência de pistas aéreas – existem empresas que exploram visitas a partir de navios de expedição ou veleiros. Na Oceanwide Expeditions é possível efectuar reservas a partir das Malvinas (ilhas Falkland pelos ingleses). Os preços naturalmente não são baixos, podendo uma viagem de 7 dias alcançar valores na ordem dos 10.000 euros por uma cabine de 2 pessoas. Cada navio colocará pequenas embarcações disponíveis para o alcance à ilha, sendo que cada uma transporta apenas 100 tripulantes de cada vez.



Recomendações
Todos os visitantes que pretendam conhecer estas ilhas deverão estar informados em relação aos protocolos de protecção ambiental e conduta atribuídos pelo Tratado da Antártida, que assegura várias normas que evitem o impacto negativo inerente à protecção de todas as espécies nativas. A indumentária terá necessariamente de ser adaptada ao clima de temperaturas baixas, assim como é obrigatório assegurar que a mesma se encontra devidamente limpa e desprovida de substâncias perigosas às espécies que habitam no arquipélago.



Completamente fora de questão será o transporte de qualquer tipo de plantas ou animais, sendo que a própria aproximação á vida selvagem deverá salvaguardar as distâncias mínimas de 15 metros. De resto, desnecessário será informar de que os meios de salvamento nestes locais mais remotos são desprovidos eficiência imediata. Recomenda-se a utilização de equipamento e alguma experiência em percursos de risco semelhantes.



A ilha da Geórgia do Sul é a uma das mais visitadas da Antártica. Frequentemente descrita como os "Alpes no meio do oceano", é dotada de paisagens de tremenda beleza. Metade da ilha é completamente coberta de gelo, embora a abundância vida selvagem neste local o torne como um dos locais mais sedutores do mundo para quem aprecia a fuga aos destinos mais concorridos.



Metade da população mundial de Elefantes-marinhos procuram estas ilhas para se reproduzirem, onde podem igualmente ser encontradas seis espécies raras nos milhões de Pinguins que por lá habitam. Mais de 250 mil Albatrozes assim como alguns Albatrozes-errantes (espécie de asas maiores que as do comum Albatroz) são frequentes nestas passagens, onde vivem ainda em exclusivo duas espécies de aves: um pássaro de pequenas dimensões chamado de Petinha da Geórgia e o Arrabio da Geórgia, este último conhecido como o único pato carnívoro. Demasiadas razões para se conhecer este local.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Dubai - A Utopia do Paraíso



O Dubai é um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos. Localizado junto à costa sul do Golfo Pérsico, Dubai é a federação monárquica mais populosa do país com cerca de 2,5 milhões de habitantes, tendo como capital a cidade de Dubai. As receitas do emirado são hoje essencialmente provenientes do turismo, sector imobiliário e financeiro, sendo que o petróleo e gás natural contribuem apenas com 6% da sua sustentabilidade, longe dos quase 23% provenientes das actividades relacionadas com imobiliário.

Conseguimos compreender o Dubai?
Como Ocidentais que somos, é-nos difícil compreender o estilo de vida adoptado neste país. Porém, mesmo perante o paralelismo que existe entre o luxo das suas infra-estruturas e a ausência de aplicação de direitos humanos equalitários entre a população, não deixamos de observar com admiração o desenvolvimento que a economia aquí possibilitou, de inegável atracção a qualquer um de nós. Enquanto um violador é julgado pelo crime de "sexo extra-conjugal", o policiamento na cidade é feito a partir de carros como Aston Martin ou Bugatti. Destaca-se uma taxa de criminalidade a rondar os 0%... O que nos parece uma utopia, para eles faz sentido.

Ao mesmo tempo que um violador é julgado pelo crime de "sexo extra-conjugal", o policiamento na cidade é feito a partir de carros de luxo como Aston Martin ou Bugatti. O que nos parece uma utopia, para eles faz sentido.

Não obstante de leis bastante conservadoras, os líderes do país revelam uma extraordinária predisposição à globalização, demonstrando pouca inflexibilidade à entrada de capital estrangeiro no país como também à aplicação dos seus investimentos em negócios um pouco por todo o mundo. Sendo politicamente neutros, assentam na diplomacia uma mais-valia à prosperidade económica.



A sustentabilidade do Dubai
O Dubai como hoje conhecemos, teve o início do seu desenvolvimento após a Guerra do Golfo Pérsico, quando o elevado preço do petróleo incentivou a criação de plataformas turísticas e financeiras, que permitissem o restaurar de confiança a uma comunidade internacional descrente na estabilidade do país. A criação de zonas francas permitiu o ingresso de capital estrangeiro em larga escala, o que levou toda a industria de construção e turismo a explorar novos meios de acompanhar esses interesses.



Mas apesar de ter sido inquestionavelmente o petróleo o grande responsável inicial do seu desenvolvimento, hoje esta matéria-prima representa apenas 6% das receitas do emirado. A decisão do governo em centrar a sua economia nos serviços e no turismo, permitiu tornar o sector imobiliário muito mais valioso. Mesmo o próprio sector financeiro tem hoje uma importância vital na economia do Dubai, tornando-o a segunda força económica no Médio Oriente logo a seguir à Arábia Saudita.



Uma das questões mais frágeis do Dubai prende-se com a sua própria demografia. Com cerca de 2,5 milhões de habitantes, apenas 13% da população é nativa. Demonstram claras dificuldades ao nível de angariação de mão-de-obra, recorrendo obrigatoriamente a outros países providenciadores da mesma. Mesmo a própria ausência de sectores industriais colocam a sua economia mais susceptível ao desequilíbrio.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Lugares incríveis, longe de tudo e de todos...



Quando era mais novo tinha um hábito comum à maior parte dos jovens da minha idade. Passava longos momentos a observar um globo geográfico que tinha no quarto, daqueles tão comuns de se ter em casa na altura. Observava os relevos, os rios, os nomes de regiões das quais nunca tinha ouvido falar, alimentando a fértil imaginação juvenil acerca de viagens a tais locais tão desconhecidos que tanto me fascinavam.

Ainda hoje mantenho o mesmo fascínio pela pesquisa de territórios desconhecidos. Quando dou por mim, já me aventurei uma vez mais à descoberta de "novos mundos". Desta vez, sem o globo do meu lado, mas com outras ferramentas que me permitem ultrapassar aquela barreira da ilusão. Como consequência, recentemente "descobrí" uma pequena ilha no meio do nada...

Macquarie Island
Cercada pelos longos mares do Oceano Antártico, a ilha Macquarie está longe de ser uma atracção turística. Um clima extremo, nuvens carregadas a maior parte do ano, fortes ventos de Oeste e precipitação média de 900 mm cúbicos/ano, não parecem ser o melhor cartão-de-visita para um destino de férias. De facto, separada 1700 km da Antártica como à mesma distância da Tasmânia, esta ilha regista temperaturas médias entre os 3º e os 7º positivos, podendo nos meses de Janeiro e Fevereiro atingir os 13º, descendo aos -9º em Julho e Agosto. A chuva é mesmo uma constante ao longo de todo o ano, numa ilha em que as noites podem chegar a durar apenas 4 horas.



Pertencente à Austrália, a ilha Macquarie é considerada de Reserva Natural e Património Mundial pela UNESCO desde 1997, pela sua importância no que respeita à sua geoconservada diversidade biológica. Trata-se por exemplo, do único local no planeta onde as rochas do manto terrestre se encontram expostas, quando o normal é estas estarem submersas 6km abaixo do nível do mar! Tem uma área total de 120 quilómetros quadrados, um pouco maior que a área da cidade de Lisboa e é habitada por uma população de 40 pessoas no Verão (basicamente equipas de pesquisa), reduzindo para metade no Inverno.



Como lá chegar
Chegar a esta distante ilha é uma tarefa que não se apresenta facilitada, pois todos os meios de transporte disponíveis (barco ou helicóptero) por naturais motivos de ordem climatérica, não garantem o cumprimento de prazos definitivos de chegadas ou partidas. As partidas são feitas de barco desde a Austrália ou Tasmânia em direcção à Antárctica numa viagem que dura entre 3 a 4 dias, fazendo-se a escala em Macquarie apenas de helicóptero. As bagagens têm de ser despachadas com 15 dias de antecedência. Algumas companhias de transporte marítimo oferecem serviços de expedição em redor da ilha durante os meses mais quentes, entre Novembro e Março, não obstante de este meio não permitir visitar a ilha por atracagem – toda a costa está completamente habitada por Focas, Leões Marinhos e Pinguins. Para os interessados, as reservas podem ser feitas online a partir deste site, mas fica o aviso: o custo ronda os milhares de dólares.



Medidas de segurança
Esta é a parte mais interessante da viagem. Apesar de existirem trilhos demarcados e segurança suficiente para se poder observar de perto toda a biodiversidade da ilha, a localização desta não  oferece o conformo desejado para quem não esteja habituado a fazer um certo número de sacrifícios. Todas as ilhas inerentes à Antártica são governadas por Tratado Internacional, sendo que parte delas não é sequer habitada, assim como algumas não oferecerem sequer possibilidade de se lá chegar por qualquer meio comercial. Mesmos pelos próprios meios serão necessárias autorizações que visem a protecção não do visitante, mas da preservação do local visitado. Basicamente o visitante tem de estar muito bem preparado para o que vai encontrar. Com todos os meios de salvamento disponíveis a dias de distância, quem por lá se aventure estará por sua própria conta e risco.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Lugares Extraordinários - Mendenhall Ice Caves



Existem poucos locais no mundo onde é possível observar a água num dos seus estágios mais puros como genuínos. Um desses lugares é sem sombra de dúvida no Alaska, nas mágicas Mendenhall Ice Caves. Trata-se de um conjunto caves formadas por gelo, situadas no vale Mendenhall, onde a água desliza sobre as rochas debaixo de tetos azuis congelados, acessíveis apenas para aqueles que se aventuram a lá chegar de caiaque, sendo ainda necessário proceder-se a uma escalada para se alcançar um local que tanto tem de inacessível como de maravilhoso.

As Mendenhall Ice Caves apenas existem pelo derreter do glaciar. Como será compreensível, estas não duraram para sempre, estimando-se que existam mais 25 anos.

Existem seguramente métodos mais práticos de lá chegar, seguramente dispendiosos, podendo os transportes de barco e de helicóptero juntamente com a assessoria de guia, ascender a um global de 500 dólares por pessoa. Com cerca de 19 km de extensão, o glaciar Mendenhall foi baptizado em 1892 em homenagem a Thomas Corwin Mendenhall, um destacado Físico que monitorou actividades geográficas e meteorologistas no local, durante os anos 1889 e 1894.