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sexta-feira, 10 de junho de 2016

O combate entre Ali e o Superhomem


Decorria o ano de 1978, quando em Fevereiro surpreendentemente se dá um combate entre Muhammad Ali e o homem mais poderoso na Terra: o Superhomem. Na assistência, uma verdadeira constelação de estrelas, desde os Beatles, Jackson 5, Sinatra a Pelé, passando por Andy Warhol ao Batman. A capa deste embate no livro de banda desenhada da DC Comics, tornou-se recentemente uma das imagens mais partilhadas nas redes sociais, desde a recente morte do famoso pugilista.

Quando os jovens artistas Jerry Siegel e Joe Shuster criaram para a DC Comics o Superhomem – inicialmente um vilão – não previam que o sucesso desta personagem venderia em três meses um milhão de cópias em revistas de banda desenhada. Algumas décadas mais tarde, o editor Julius Schwartz sugeriu uma narrativa que integrasse o herói num combate com Muhammad Ali.

Não terá sido a primeira ocasião onde a personagem do Superhomem foi utilizada com propósitos de mensagens sociais. Décadas antes, após o fim da Segunda Grande Guerra, terá existido uma narrativa de vários episódios onde o "Homem de Ferro" combateu a proliferação de um dos maiores problemas norte-americanos na ocasião – o Ku Klux Klan.

O enredo baseava-se na pretensão da raça alienígena Scrub colocar frente a frente o seu maior guerreiro contra um "representante" do planeta Terra. Se ganhassem, a terra seria destruída. Elegeu-se então o Superhomem, mas Ali invocou que este não sendo um natural terráqueo, não poderia ocupar tal responsabilidade. A coisa terá sido então resolvida num combate entre os dois onde se viria a apurar quem lutaria em defesa do planeta. Para tal, o Superhomem terá abdicado dos seus poderes e treinado boxe como preparação.



Em 1978, à data da publicação desta história, Ali não era sequer o campeão do mundo na modalidade na qual se destacou, nem era propriamente reconhecido por toda a América como um herói, como mais tarde veio a suceder. Julgado a 28 de Junho de 1967 pela recusa na integração do exército norte-americano a respeito da Guerra do Vietname, Ali era essencialmente uma personagem bastante controversa. Nunca aceitou um acordo do governo – onde naturalmente nunca pisaria o terreno de guerra, pretendendo-se usar a sua imagem como factor de motivação das tropas – por se considerar contra a tomada de posição contra o povo do Vietname.

A DC tinha nos seus quadros uma série de jovens liberais judeus, que utilizaram este acto como uma perfeita manobra política contra uma América em ruptura social intensa - pela Guerra no Vietname.

Apesar do lançamento desta revista de banda desenhada ter ocorrido apenas uma década mais tarde, a decisão da DC Comics colocar Ali num frente-a-frente com o homem branco mais poderoso à face da terra – em mito – foi um acto de alguma polémica. A DC tinha nos seus quadros uma série de jovens liberais judeus, que utilizaram este acto como uma perfeita manobra política contra uma América em ruptura social intensa.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Donald Trump







































Não sei se Donald Trump um dia chegará à presidência dos Estados Unidos da América. Enquanto ficamos a aguardar, vamos assistindo a vários momentos polémicos vociferados pela própria boca. Alguns americanos parecem gostar, outros aparentam odiar. Seja como for, ganhando ou perdendo, a grande vitória do indivíduo está garantida: não precisou de se esforçar para dar nas vistas. Bastou ser ele próprio.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Referências artísticas do século XX







































Jesus de la Helguera.
Nascido a 28 de Maio de 1910, na cidade de Chihuahua no México, Jesus de la Helguera foi considerado pelo próprio povo como o maior pintor e ilustrador do" verdadeiro sentimento mexicano". Aos 7 anos, após passar a maioria da sua infância na Cidade do México, foi viver com os pais para Espanha, onde viria se viria a tornar um estudante de artes plásticas, nomeadamente pintura. Em plena guerra civil espanhola, regressa ao México onde inicia actividades no área editorial, contribuindo com o desenvolvimento de diversos trabalhos de ilustração.

Mesmo tendo falecido à mais de quarenta anos, em 1971, ainda hoje figura como uma das mais importantes referências artísticas de toda a América do Sul.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

terça-feira, 17 de maio de 2016

Who's That Girl...?



Rihanna, Serena Williams e Nicki Minaj
Três mulheres de inegável beleza, cada uma ao seu estilo e combinadas numa só.
Fica o desafio de descobrir a quem pertencem os olhos, o cabelo, o tom de pele, os lábios, etc...

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A vantagem de ter dois pés direitos



A cantora Ally Brooke Hernandez da Girls-Band Fifth Harmony ficou com o pé esquerdo trocado pelo direito, graças a um suposto descuidado trabalho em Photoshop por parte da revista Billboard, responsável pela sessão fotográfica. A publicação entretanto já desmentiu a sua autoria, suspeitando que tal "não passa de uma brincadeira efectuada por alguém alheio à revista".

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Girl Power...
















"Às vezes gosto de conduzir, noutras gosto de ser conduzida.
Se um dia me quiseres conduzir, que me aprendas a navegar,
mas se nas ondas do oceano, a vela não mantiveres erguida
então meu querido, não me convides sequer para entrar."

A Imperatriz

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Girl Power...
















Quando doer, diz...
Nem sempre deve ser fácil uma mulher viver num mundo de homens bem intencionados.

Edwige Fenech, em Play the Game or Leave the Bed

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vintage Art - Men's Adventure



Men's Adventure
era o termo utilizado para definir um género de publicações bastante populares entre as loucas décadas de 1940 a 1970. Focadas a um público-alvo essencialmente masculino, abordavam histórias fantásticas e imaginárias tendo como narrativa de fundo conflitos políticos, guerras ou mesmo viagens aos locais mais inóspitos do mundo. Sempre dissimulados com capas adornadas a conotações eróticas, presentes nas apelativas ilustrações que envolviam mulheres semi-nuas em situações de perigo e tortura, tanto por nazis como mais tarde por comunistas.








O destaque ao heroísmo em cenários de conflito servia manifestamente os interesses políticos da altura, usando tais publicações como ferramenta como invocação de patriotismo perante a Segunda Grande Guerra ou mesmo a Guerra Fria. Estima-se que chegaram a existir cerca de 130 publicações diferentes, publicadas mensalmente.