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sábado, 11 de junho de 2016
sexta-feira, 10 de junho de 2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Mais do mesmo, Peseiro?
Peseiro foi um treinador que outrora simpatizei mais do que hoje. Recordo-me da sua passagem pelo Sporting, em que mesmo sem títulos permitiu o clube de Alvalade praticar um futebol de qualidade acima da média. Mais tarde, pelo Sporting de Braga, conseguiu mesmo ganhar uma taça da Liga. Algumas estranhas passagens pelos Emirados Árabes Unidos, Egipto ou Arábia Saudita talvez tenham eclipsado a maior marca como treinador – o banco do Real Madrid, na condição de Técnico-Adjunto de Carlos Queirós.
Peseiro este ano nunca perdeu por culpa própria. As justificações que escolheu foram sempre situações alheias à sua competência como treinador. Alheias mesmo ao futebol, e provavelmente de responsabilidade de alguma entidade planetária que não a sua própria incapacidade.
Este ano, foi o Futebol Clube do Porto a dar-lhe uma nova oportunidade de voltar à ribalta. Talvez numa fase má, mas aceitou um desafio que provavelmente hoje, se soubesse, teria recusado. Pegar numa equipa a meio de uma época tumultuosa não é fácil para nenhum treinador. Porém, a dignidade ou qualidade das pessoas não se revela apenas pelos resultados. Revela-se pelas acções, tal como pela escolha das palavras. E este ano, no que respeita a vocabulário, José Peseiro esteve mal. Muito mal mesmo.
Por aquilo que demonstrou, Peseiro este ano nunca perdeu por culpa própria. As justificações que escolheu foram sempre situações alheias à sua competência como treinador. Alheias mesmo ao futebol, e provavelmente de responsabilidade de alguma entidade planetária que não a sua própria incapacidade. Talvez as estrelas lá no céu tenham sido as verdadeiras causadoras do naufrágio não evitado por si desta equipa do FC Porto. Esperemos que mude o discurso nesta próxima época. O Sporting de Braga merece.
sábado, 4 de junho de 2016
Muhammad Ali
Cassius Marcellus Clay Jr, mais tarde tendo sido conhecido como Muhammad Ali, nasceu a 17 de Janeiro de 1942 em Louisville, Kentucky, nos Estados Unidos da América. Como qualquer um de nós sabe, foi uma das mais consagradas figuras do desporto, tendo sido eleito mesmo o maior Boxer profissional de todos os tempos.
Começou a treinar bastante cedo, aos 12 anos, tendo no ano de 1964 – com apenas 22 anos – ganho o título de Campeão do Mundo a Sonny Liston. Três anos mais tarde, em 1967, Cassius Clay recusou-se a participar na campanha militar na qual os Estados Unidos estavam envolvidos: a Guerra do Vietname. Como tal, acabou por ser preso por insurreição contra o governo, tendo-lhe sido retirado o título conquistado anos antes. Como consequência do encarceramento, Clay esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis. Em 71 apelou ao Supremo Tribunal de Justiça, onde lhe foi retirada a pena. Era um homem livre outra vez.
Esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis
Esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis
Em 1975 converteu-se ao Sunismo Islamita (a maior denominação do Islão), e mais tarde ao Sufismo. Em 1984 foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson, como resultados dos inúmeros traumatismos provocados pelos seus combates. Já em 1977, os médicos que o acompanhavam lhe tinham prevenido de alguns problemas de saúde que se verificavam, tendo mesmo sugerido que se Clay de retirasse definitivamente. Irredutível, fez ainda alguns combates, nos quais se tornou cada vez mais visível o seu declínio. Morreu ontem, dia 3 de Junho de 2016, aos 74 anos.
sexta-feira, 3 de junho de 2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
O estranho caso do árbitro da final da Champions League
domingo, 29 de maio de 2016
Ronaldo mais uma vez
Parabéns Ronaldo.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Galardão Indomáveis Patifes - Prémio Comédia do Ano
Empurra leve, levemente, como quem chama por mim!
Será chuva? Será gente? Gente não é certamente!
E a chuva não empurra assim!
Não totalmente desfeito pelo susto de tamanha aplicação de energia no dorsal da espécie sem-pescoço, verifica-se qual canto do cisne, a vítima a emitir um qualquer sinal sonoro para dentro do campo, antes da total perca de consciência derivante da queda. Pela coragem demonstrada no desempenho à sua função, merecendo elevado reconhecimento pelo serviço prestado à nação, invocamos a premência de assumir com toda a frontalidade:
Lito Vidigal a presidente. JÁ!!
Galardão Indomáveis Patifes - Futebol em 2016
Equipa do Ano - Sport Lisboa e Benfica
O Sport Lisboa e Benfica sagrou-se campeão à última jornada da época que terminou no passado Domingo. Um ano marcado pela mudança de treinador, cuja surpresa na continuação da carreira ao serviço do eterno rival, o Sporting Clube de Portugal, levou os adeptos a um ataque de nervos. Um início de temporada marcado ainda por maus resultados, ainda fizeram estremecer a fé dos adeptos na revalidação do título. Porém no conjunto da Luz mostrou-se determinado até ao fim do campeonato, e com alguma sorte à mistura mas seguramente com mérito, conquistou pelo terceiro ano consecutivo o título nacional, o 35º em toda a sua existência.
Desilusão do Ano - 2º lugar do Sporting Clube de Portugal
Num ano marcado pela determinada ofensiva de contestação provocada pelo presidente Bruno de Carvalho, o Sporting Clube de Portugal conseguiu superar um plano de instabilidade corrente e disputar com todo o mérito o campeonato com o rival Sport Lisboa e Benfica. Com o ingresso de um dos melhores técnicos portugueses, o Sporting praticou um futebol vistoso e quase sempre vitorioso, tendo mesmo conseguido derrotar os seus mais directos adversários 3 das 4 vezes que contra eles jogou para o campeonato. Infelizmente para o clube verde-e-branco tal não foi suficiente, quedando-se no final a apenas dois pontos do primeiro lugar.
Flop do Ano - Pablo Daniel Osvaldo
O avançado Italo-Argentino Pablo Daniel Osvaldo trazia consigo a ilusão de poder dar continuidade à senda de bons avançados que marcaram o Futebol Clube do Porto nas últimas décadas. Embora fosse detentor de algum estatuto, Pablo Osvaldo não se desprendeu de velhos hábitos de indisciplina e irregularidade que continuamente marcaram a sua carreira, levando a sua experiência em Portugal a durar muito pouco tempo. Desvinculou-se do clube a meio da temporada, sem deixar nenhumas saudades.
Jogador do Ano - Renato Sanches e João Mário
A partilha do galardão é inteiramente justa pela importância que ambos demonstraram no rendimento global das equipas que representaram. Renato Sanches terá sido uma revelação; com 18 anos conseguiu a titularidade na equipa sem demonstrar algum tipo de impreparação emocional. No caso do jogador do Sporting, uma certeza de algo que possivelmente já o era: João Mário é dos melhores jogadores portugueses da actualidade, e um caso sério de possível amealhar de dinheiro numa venda impossível de evitar num muito breve futuro.
Figura triste do Ano - Falta de Fair Play de Bruno de Carvalho
Desportivismo, que naturalmente advém do termo "desporto", representa o modo saudável inerente à prática do mesmo. É com desportivismo, através da contenção emocional aos resultados ou acontecimentos contestáveis, que se demonstra também alguma dimensão. Não obstante naturalmente da verdade desportiva ter de estar no topo das prioridades de quem pratica modalidades. Bruno de Carvalho exagerou, semana após semana, na utilização do dom da palavra para publicamente endereçar a ofensiva que acreditou ser fundamental. Terminando o ano em segundo lugar, coloca um sabor agri-doce a todo o seu esforço. Teriam existido seguramente meios menos audíveis e mais eficazes de fazer valer a sua razão.
Comédia do Ano - Lito Vidigal
O Prémio Comédia do Ano aponta a distinção ao caso mais insólito que terá ocorrido nos sempre férteis em acontecimentos estádios portugueses. Naturalmente que vários são sempre os casos meritórios, embora tenha sido no jogo Arouca-Sporting a ocorrência que mais se considere digna de registo. A um dado momento do jogo, o treinador Lito Vidigal procurou usufruir do espaço destinado à equipa visitante – o Sporting – tentando lançar algumas provocações. Algo que provocou a reacção dos jogadores leoninos, nomeadamente ao central brasileiro Naldo, que com um ligeiro empurrão provocou uma queda aparatosa (no mínimo) do dito treinador. A queda do treinador ficará registada nos momentos mais caricatos e sempre agradáveis de assistir no futebol nacional.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
O Erro do Presidente do Sporting: Demasiada Emoção, Alguma Razão e pouco Cérebro Humano
Descartes foi essencialmente um homem que conheceu ao longo da sua vivência uma série de diferentes culturas e diferentes linhas de pensamento. Numa sociedade marcadamente feudal (em plena Idade Média), o filósofo observou que os costumes e tradições de um povo influenciam o modo como as pessoas pensam e lidam. Basicamente, com as suas crenças. Entre outras teses, Descartes defendeu que a dúvida é a aurora do conhecimento. No sentido inverso, o autor português defende que a ausência de sentimentos e emoções são a antítese da racionalidade, em que todo o comportamento racional deverá ser intrínseco ao lado emocional.
A Emoção inspira-se no impulso. Define o bem estar imediato assim como a felicidade momentânea. A Razão define uma objectividade futura, assim como as consequências da decisão tomada. Todos nós somos fruto da emoção, embora a objectividade da razão seja seguramente um dos principais pilares de uma vida em equilíbrio, com um sentido à realização de modo mais elaborado, vertical e seguro. A vertente emocional atribuí ao ser humano todas as sensações de prazer naturalmente momentâneas, mas necessariamente procuradas por todos nós. No atingir de tal relação com o prazer, inúmeras vezes abdicamos da não tão atraente Razão. As consequências de tais actos, serão apenas mais tarde recolhidas.
A vertente emocional atribuí ao ser humano todas as sensações de prazer naturalmente momentâneas, mas necessariamente procuradas por todos nós. No atingir de tal relação com o prazer, inúmeras vezes abdicamos da não
tão atraente Razão. As consequências de tais actos, serão apenas
mais tarde recolhidas.
Tudo isto para apoiar a análise que o presidente do Sporting Clube de Portugal me merece. Bruno de Carvalho configurou-se como um candidato à presidência do clube que actualmente preside, sob o formato de alternativa ao por sí definido Status Quo que prevalecia ao longo de décadas no clube: por razão da génese cultural do emblema, reconhecia nele uma conduta de presidencialismo semi-feudal da qual o Sporting se tinha tornado mártir, sacrificando o prestígio obtido por vitórias à mercê da subserviência não apenas a clubes rivais, como a uma passividade que excluía o clube das vitórias.
Perante uma massa adepta emocionalmente descontente mas pouco empenhada no esclarecimento – como todas as massas o são –, o surgimento do apóstolo colocando a descoberto clandestinas frustrações – como todas as frustrações o são – e apontando alvos em concreto, conseguiu de modo fácil e sem impugnação o mais fácil júbilo da história do clube. Nem na sua altura, João Rocha que hoje se edifica hiperbolicamente a Rei, foi tão soberanamente aclamado. De repente, com uma comunicação essencialmente focada na resposta imediata a questão confusas, Bruno de Carvalho despertou as emoções dos crentes ao Clube. Criou-se então uma corrente humana emocionalmente movida, descaracterizando-se a possibilidade da Razão em redor do futuro do clube.
Forjado o ferro, procurando o conflito e a dôr como estrada de um sucesso por sí contemplado, Bruno de Carvalho permitiu o sonho tomar conta de sí, tão quanto cada adepto permitiu a sí próprio encarnar no mesmo paradigma. Criou-se assim a canonização de um novo Sporting, reconfigurado numa matriz que nunca foi a sua, numa índole de complexo de Édipo, como se de uma prostituição intelectual a matriz do Sporting se tratasse.
Pessoas que hoje "fazem" o Sporting, nomeadamente o seu presidente, o treinador, assim como os responsáveis mais visíveis, são uma face oposta ao que 90% das gerações sportinguistas acreditaram. Os Pais daqueles que hoje se dizem ser do Sporting, acreditaram não numa fantasia como Carvalho sempre desejou sublinhar, mas num modo de estar no desporto e na vida em simbiose com a Razão e o Estatuto. Razão e Estatuto fizeram do Sporting o Sporting, assim como por exemplo, Emoção e Permissão fizeram do Benfica o Benfica. Não aponto tais condições como uma crítica. É isto que os clubes são, e como tal, esta foi a génese da sua rivalidade eterna.
Bruno de Carvalho é um indivídio que despreza a génese do Sporting. Enquanto o povo se imberbe entre o apocalípse de discursos heteróclitos ou a burguesia de descortinar relatórios & contas provincianos, ele e todos aqueles que o acompanham transformam o clube num corpo sem alma, onde virtualmente um coração bate, enquanto bater. Peço honestidade às gerações mais novas! O que lhes foi transmitido pelos anciães que lhes mostraram o que era o Sporting? O que lhes fez gostar do Sporting quando decidiram ser sportinguistas e pouco se vislumbrava em formatação de títulos? Tiveram vergonha do Sporting algum dia das vossas vidas, levando-vos agora a acreditar que não existe diferença entre o que Bruno de Carvalho pensa e o melhor caminho para o clube? Na medição triste de sportinguismo, então eu digo-vos que se assim o foi, vocês nunca foram do Sporting.
O Sporting não demonstrando desportivismo – mesmo que em momentos dele duvide –, não merece o louvor do desporto nem quem por ele se apaixona. Entenda-se que é possível admirar um clube mesmo que este não ganhe;
a maioria das pessoas desta vida também não ganham.
Declarem carinho ao clube, observando na planície da vossas vidas o abraço fraterno à Razão. No cume da Emoção, nunca abandonem a reflexão que tal momento exige, porque não há razão em momentos baixos que provoquem emoção em momentos altos. O Sporting declarando guerras sem objectividade, vence jogos mas não ganha títulos. O mesmo que conseguiu sem guerras. O Sporting colocado-se incómodo a terceiros, desprotege o seu reino, confundindo o seu povo. O Sporting não demonstrando desportivismo – mesmo que em momentos dele duvide –, não merece o louvor do desporto nem quem de ele se apaixona. Entenda-se que é possível admirar um clube mesmo que este não ganhe; a maioria das pessoas desta vida também não ganham. Mas podem ser admiradas se forem dignas. Sem ser admirado, fruto desta eleita mensagem de nojo ao mundo do Futebol do qual o Sporting tem vindo a subscrever, o Sporting passa a ser odiado, em igual proporção ao sentimento transportado por aqueles que neste momento também vítimas do seu ódio ao alheio, procuram neste presidente o próximo balão de oxigénio.
A Sporting sobrevive deste modo. Mas não cresce. Não caminha para lado algum. Quem desejar apontar ao lucro no final do trimestre como resposta cabal a todo este indelicadamente longo texto, encontrem então em tal aglomerado estatístico uma numerologia de razões para o lerem de novo estas linhas, desde o princípio.
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domingo, 15 de maio de 2016
Quem irá vencer o título
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| A Assembleia dos Deuses em redor do trono de Júpiter, de Giulio Romano |
Finalmente se chega à última jornada do campeonato em Portugal.
Quiçá um ano desgastante para aqueles que gostam do Futebol pela sua beleza estética ou compromisso com ideais de desportivismo e fair-play. Não obstante de tais vicissitudes, o futebol sempre foi, é e será simbologia de paixões tão mais intensas como por vezes irresponsáveis, mas sempre ladeadas à filiação de princípios que assistem a cada cultura, a cada clube, a cada adepto.
Para aqueles que se pautaram pela constância de vitórias ao longo de quase quatro décadas, este foi mais um ano de frustação. Agora, como já alguns desconfiavam outrora, sabe-se que se deu demasiado a quem nunca mereceu tanto tempo. Por falta de sorte ou aptidões, Lopeteguí revelou-se cronologicamente um erro. A escolha do espanhol a 6 de Maio de 2014 foi um sonho, uma inspiração, talvez uma hipérbole por parte de um presidente que pretendia uma nova orientação focada em atributos nunca comprovados do treinador no abraçar a evolução de jogadores jovens a um clube vencedor. Talvez as divindades não lhe desejassem tal sucesso. Ou talvez tenha sido Jesus que não o permitiu. Fica um final de campeonato penoso, a um clube que para os rivais nunca pagou justamente pelo pecado de louvável ou condenável domínio no futebol em Portugal.
Para o bicampeão nacional, este foi um ano zero. Posicionamento responsável na base da realidade económica que nos assiste ou fruto de um erro de prevenção ou escolha, o Benfica auto-promovido ao projecto há cerca de 10 anos, confrontou-se com abrupta mudança de paradigma em sequência de igualmente abrupta mudança de treinador. Um treinador que marcou inquestionavelmente o clube da Luz com a marca da vitória, da exigência, como por vezes da polémica. Disse-se que este nunca compreendeu o anseio da direcção ou massa adepta pela promoção do jovem jogador nacional. Afirmou-se a sua incompatibilidade pelo regresso das camadas jovens ao hemisfério do clube, embora tal padrão nunca tenha na realidade sido a matriz do Benfica. Jesus saíu como não desejou, mas procurou o destino que porventura sempre pretendeu. No sentido inverso, o SL Benfica apostou no regresso de alguém confiável ao coração vermelho-e-branco. Perdeu-se a nota artística, a soberba postura pelos relvados do país, mas para os adeptos o que se ganhou talvez tenha sido o mais importante: um treinador adepto do próprio clube. No seio do benfiquismo e na sua génese de filiação, tal sentimento impera mesmo por vezes, sobre a própria razão. O destino movido a improvável proclamação, voltou a colocar o clube em primeiro.
Embora demasiadas vezes sem sucesso mas sem nunca ter perdido o estatuto de candidato, Sporting surgiu este ano mais empenhado pela disputa do título. Um regresso ansiado por uma massa adepta sofredora mas fiél a um nível incomum, provavelmente inédita à realidade de um país que de algum modo difere da inerente base de eleição do próprio clube. Jesus, que procurou no Sporting o destino de um percurso muito seu, aclamou a sí a benevolência de que nada seria como dantes. O porte de fé numa mensagem que devolveu esperança aos seus adeptos, acompanhados pelo discurso de um presidente que peculiarmente quebrou uma corrente mais formal na representação do estatuto de grande. Mostrando todo o seu inconformismo e reconhecendo à elevada matriz do clube a responsabilidade do mesmo não vencer, mobilizou os adeptos na não-conformação por lugares que não o primeiro, assim como procurou por uma responsabilização alheia inerente ao não ganhar, evidenciado à demasiados anos. Uma mensagem de ruptura, talvez prematura de consequência, mas apreciada pela corrente do clube associada a igual irreverência. Independentemente de tudo, o Sporting nesta época, esteve de volta!
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sábado, 14 de maio de 2016
O fim de semana Lusitano...
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Coisas que com a idade aprendemos a gostar - Cricket
Confesso que nunca fui grande conhecedor de Cricket, talvez pela fraca promoção exterior a países praticantes por excelência: Inglaterra, África do Sul, Zimbabwe, Paquistão, Índia, Sri Lanka, Jamaica, Austrália e Nova Zelândia. De facto, verifica-se neste conjunto de nações a ligação ao período colonial Britânico, confirmando assim a influência de Inglaterra como a nação criadora deste desporto, justificando do mesmo modo a pouca divulgação em outras nacionalidades ocidentais.
Dizem que com a idade nos tornamos mais apurados. Talvez seja tal motivo que me empenhou em começar a acompanhar o Cricket. É mesmo um dos desportos mais bonitos e interessantes que conheço. Justo, rigoroso, empolgante, disputado com regras difíceis de contornar no campo da seriedade e do desportivismo, embora algumas das suas regras possam ser discutidas antes da partida, em comum acordo entre equipas adversárias. Recentemente descobrí uma página que proporciona não apenas um bom entendimento acerca do tema, assim como o esclarecimento das regras mais importantes, escrita em português.
Porque desporto não é apenas futebol, este vídeo mostra alguns dos seus melhores momentos.
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
Renato Sanches - O maior erro do Benfica?
Tornou-se ontem pública a notícia que dá conta da contratação do jovem jogador Renato Sanches ao Benfica pelo clube alemão Bayern Munique. De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o negócio cifra-se nos 35 milhões de euros, podendo mesmo chegar aos 80 milhões através de objectivos contemplados no contrato assinado pelo futebolista até 2021. Trata-se de um valor elevado, que naturalmente para o desporto português seria difícil de rejeitar.
Mas será que independentemente da verba em questão, se trata de um bom negócio para o Benfica?
Idade vs Potencial - Bom Negócio
Renato Sanches tem 18 anos. E um jogador com 18 anos afirmar-se em qualquer clube grande não é frequente. Nesse campo, o Benfica soube tirar os máximos dividendos, conseguindo obter bons resultados nos 24 jogos em que o atleta esteve presente, sendo muitas vezes considerado como o melhor jogador da equipa em campo. Um estilo irreverente de jogar, uma cara de menino e uma interessante estética em termos de marketing, o prematuro Renato elevou-se com apreciável rapidez ao coração dos adeptos do Benfica. Porém, um jogador com 18 anos é uma incógnita. Com a mesma intensidade com que se elevam pormenores de qualidade evidenciados por sí, se considera compreensível erros cometidos em campo ou outras fragilidades apresentadas. Facto é que ninguém pode assegurar que se Renato será um dos melhores jogadores do mundo nos próximos 5 anos. Assim como também ninguém pode afirmar que Renato faria no próximo ano uma época melhor do que esta, ou não teria o infortúnio de se lesionar com gravidade. Como tal, compreende-se que perante uma proposta de 35 milhões de euros, se tenha considerado esta como irrecusável.
Jovens jogadores do Benfica - Bom Negócio
Tem sido raro ao longo da história do Sport Lisboa e Benfica eleger-se equipas fundamentalmente concebidas a partir de jogadores oriundos da formação. Ao contrário do rival Sporting, o Benfica aposta no mercado global como maior força motriz dos seus plantéis. Não obstante, um maior investimento em profissionais de formação como também em melhores infra-estruturas, foram uma necessidade de certo modo imposta pelas dificuldades financeiras do clube. O que originou o brotar de novas esperanças em jogadores formados, condição destacada pelos inúmeros títulos alcançados recentemente nas mais primaveris formações. Apesar destes raramente se imporem mais do que um ano no plantel principal do clube, têm sido alvo de negócios benéficos respeitantes a termos financeiros, com transferências nunca inferiores a 15 milhões de euros.
Expectativa dos adeptos - Mau Negócio
Neste campo, talvez se aponte a desilusão imediata por parte dos aficionados do clube. Renato foi sem dúvida dos jogadores que mais se destacaram no clube (a par de Mitroglou e Jonas), o que levou os adeptos a elevarem o nível de interesse pelo acompanhamento das suas exibições, assim como em consonância se criou uma maior empatia pelo acompanhar da equipa pelos estádios em Portugal. Um jogador acarinhado move as paixões em seu redor, tornando-se nuclear à mobilização dos adeptos. Aumenta-se as verbas em redor do merchandising no imediato, e mais importante, acredita-se que existe um projecto de continuidade e futuro no clube com jogadores consagrados à paixão que sentem por este. A saída do jogador que ocupe tal posição no coração dos adeptos, pode marcar de um modo negativo o interesse dos aficionados.
Substituto à altura - Mau Negócio
Finalizada a venda do jogador, terá início a provável procura de um substituto à altura. E aquí, a percentagem de dúvida é superior à expectativa numa ainda melhor época de Renato Sanches no futuro. Ou seja, vende-se um jogador que de algum modo está rotinado com a equipa e apresenta exibições bastante satisfatórias, correndo o risco de não se encontrar no mercado alguém que reponha a mesma qualidade. É um facto, não existem muitos jogadores como Renato, assim como também não é reconhecida ainda a capacidade de Rui Vitória replicar em jogadores com potencial um rendimento muito superior ao esperado, como Jorge Jesus fazia no passado.
A importância do jogador português - Mau Negócio
Urge os clubes em Portugal compreenderem a necessidade de terem nos seus plantéis cada vez mais jogadores nacionais. Embora o atleta mais acarinhado pelos adeptos seja aquele que maior rendimento e empatia gera, o papel do atleta português é fundamental no transporte da mística do clube, pois sente este de outro modo, tendo naturalmente acompanhado ao longo da sua juventude a história do emblema que representa. Mais uma vez, o Benfica não consegue manter uma jóia lusitana. Perante o exercício de contemplar o irreal, Bernardo Silva, André Gomes, João Cancelo e Renato Sanches titulares no clube, seria um orgulho tremendo para os adeptos.
Acreditar no futuro - Mau Negócio
Os jogadores referência no Benfica estão em termos etários mais próximos do final do que no início das suas carreiras. A grande probabilidade de Luisão ou Jonas não fazerem parte do plantel na próxima temporada é elevada. Gaítan poder-se-á seguir. Os que ficam, naturalmente que não emprestam ao colectivo a experiência destes. Subjectivo será dizer se oferecem sequer a mesma qualidade (embora Lindelof seja mais do que uma promessa neste momento). Pizzi é um jogador irregular, que divide os adeptos. Salvio por infortúnio poderá não voltar a ser o jogador que era. Jardel foi o elo mais fraco durante muitos anos. Jiménez e Talisca têm dificuldade em afirmar-se como titulares. Fejsa tem constantes lesões. No sentido inverso, o referido Lindelof, o jovens Ederson, Nelson Semedo, Jovic e Gonçalo Guedes, contando com regulares e indiscutíveis Samaris e André Almeida, juntando Lisandro Lopez e Mitroglou, serão aqueles a que cabe a continuidade. Mas serão estes uma referência na equipa ou mesmo para os adeptos?
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Futebol para maiores de 18
À atenção dos mais sensíveis. O conteúdo deste vídeo pode provocar cegueira permanente.
Por La Palice - O Maquiavel
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Toda a verdade sobre o "Jogo da Mala" no futebol português
A história entre Sporting, Benfica e Porto
Informação apurada permite confirmar que o "Imaculado Líder" terá prestado o seu contributo, o que adivinha uma aproximação estratégica entre os dois clubes – Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto
Ao que tem sido falado na última semana, o presidente do Sporting – "O Grande Líder" como é conhecido entre os seus apoiantes – terá sondado o homólogo do Norte no sentido apoiar o avolumar de conteúdo da referida "Mala", visando um superior valor a entregar aos dois restantes adversários que o clube da Luz terá pela frente até ao final do campeonato. A informação apurada permite confirmar que o "Imaculado Líder" terá já prestado o seu contributo, o que adivinha uma aproximação estratégica entre os dois clubes.
Do lado do Benfica, é tempo de contar espingardas. Sob superiores instruções, os responsáveis pela área de comunicação têm colocado incessantemente na praça pública o verdadeiro enredo em que se encontra o futebol em Portugal. Fazendo uso da sua mais forte convicção – a palavra – procura-se levantar a ponta do véu no que respeita ao destino do eminente prémio, focando agora as suas acusações para o Marítimo, próximo adversário na jornada que se avizinha. O presidente do Sport Lisboa e Benfica até agora tem mantido o silêncio.
O "Imaculado Líder" terá mesmo mostrado aos responsáveis do clube de Alvalade o conteúdo da dita "Mala Vermelha". Que na verdade não passava de um saco com alguns doces e peças de fruta, em clara provocação
Um silêncio que fomenta a certeza acerca de uma segunda "Mala" de alvíssaras, desta vez preparada pelo clube encarnado, que percorre o País em sentido inverso, com destino aos adversários que o Sporting tem tido pela frente. O primeiro destinatário terá sido mesmo o Futebol Clube do Porto, adversário do clube verde-e-branco na anterior jornada. O "Imaculado Líder" terá mesmo mostrado aos responsáveis do clube de Alvalade o conteúdo da dita "Mala Vermelha". Que na verdade não passava de um saco com alguns doces e peças de fruta, em clara provocação que nada beneficia o desporto. A prova está ilustrada acima, na primeira fotografia.
Neste momento surge o presidente do clube insular Marítimo, que terá mesmo feito chegar através de telefone pessoal, um emocionado pedido de desculpas ao presidente do Sporting, respeitando à quebra de compromisso aquando da negociação do jogador Danilo por parte da equipa madeirense. Um pedido de desculpas ao qual o "Grande Líder" terá sido sensível, delegenciando ao transportador da "Mala" claras instruções para a sua entrega ao cuidado dos responsáveis do Marítimo. Ficaremos a aguardar por mais novidades até ao final da semana.
Este relato não pretende de modo algum invocar personagens reais, nem tão pouco desrespeitar a honra ou a seriedade de pessoas similares às ilustradas nesta sátira. O blog "Sete Indomáveis Patifes" é proprietário das ilustrações, estando os seus direitos ou responsabilidade a sí imputadas.
Este relato não pretende de modo algum invocar personagens reais, nem tão pouco desrespeitar a honra ou a seriedade de pessoas similares às ilustradas nesta sátira. O blog "Sete Indomáveis Patifes" é proprietário das ilustrações, estando os seus direitos ou responsabilidade a sí imputadas.
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terça-feira, 3 de maio de 2016
Um dia na vida de... "O Imaculado Líder"
No panorama presidencialista desportivo nacional, várias são as personagens que assumem o cargo com elevada dedicação. Porém, se existe entre todos apenas um que consensualmente seja reconhecido por todos como "o mais bem sucedido", esse protagonista terá de ser invariavelmente o presidente do Futebol Clube do Porto. Decidimos acompanhar um dia de actividades na presença deste incansável e acarinhado líder, privilegiando da sua disponibilidade e cortesia tão sobejamente reconhecidas.
O "Imaculado Líder", como é conhecido pelas suas gentes, não resume a sua influência apenas no que concerne ao desporto nacional. Reconhecido fora de portas pelo sucesso alcançado ao leme do seu clube, é deveras solicitado para presenciar cerimónias nas quais o seu prestigiado "know-how" é valorizado e bem aceite por quem com ele partilha proeminentes interesses. Acima de tudo, sempre pelos interesses do clube que preside. Um líder que sabe a importância de ter em quem confiar nos mais altos cargos de decisão.
Não são raras as vezes que junto dos seus fiéis seguidores, o "Imaculado Líder" disponibiliza os seus conselhos, seja junto daqueles que acompanharam as suas décadas de presidência e sucesso, como também as gerações mais novas que cresceram em plena senda de vitórias. Naturalmente que mesmo em períodos mais nebulosos, a contestação existe amíude. Mas uma palavra, uma afirmação assertiva, logo acalma as hostes apaixonadas. Dono e senhor da suntuosidade, como a aproximação de Fausto a Margarida.
Homem de cultura, também na escrita desenvolve as suas epopeias. Com irrefutável experiência no que respeita aos valores impostos pela presença de um papel e uma caneta, o "Imaculado Líder" faz uso de tal sabedoria em todas as negociações que envolvam a aproximação de elementos externos que visem o desenvolvimento do clube, assegurando como tal que a dinastia de vitórias se mantenha inviolavelmente na casa azul-e-branca. Acima de tudo, um homem de inúmeras aptidões que nunca definham pela numerologia da sua idade.
O segredo como alma de um negócio, também ele deve ser pronunciado em reservado, apenas acessível aos que o acompanham no dia-à-dia e que tanto beneficiam da sua reconhecida generosidade. A grandiosidade de um homem também se mede nestes momentos; a partilha da privacidade é o alento das almas responsáveis, cientes em cumprir um dever que lhes assiste nunca por imposição, mas por respeito àquele que tanto lhes dá, pedindo tão pouco. Tal estatura que conforta todos os que lhe obedecem, como uma leve brisa trazida pelos delicados e prazerosos ventos do Norte.
Nota de redação:
Este texto não visa de modo algum a ofensa nem a injúria ao bom nome das pessoas e entidades envolvidas, as quais merecem toda a nossa consideração.
5 Razões pelas quais Casillas foi um erro
Iker Casillas é inquestionavelmente uma das maiores figuras do futebol mundial. Um dos futebolistas com maior palmarés na actualidade, que conta com vários troféus internacionais de elevada importância ao nível tanto de clube como de selecção. E claro, tal extraordinário número de conquistas faz de um jogador, independentemente da sua qualidade, uma estrela. Mas faz dele também um jogador fundamental? Na minha opinião, um guarda-redes como Casillas beneficiou sobejamente da política abastada de investimento em estrelas internacionais que permitiu ao seu clube de sempre, o Real Madrid, ser vencedor com regularidade, mesmo com as irregulares exibições do guardião espanhol. Motivo que, dentro do que se previa um dia, levaria o clube a colocá-lo à disposição assim que surgisse alguém interessado em contar com os seus serviços. Surgiu então o Futebol Clube do Porto...
Razão nº1 - O custo financeiro de um guarda-redes
Fruto de várias razões que podemos debater, o futebol português não detém viabilidade para se investir tanto num jogador, mesmo num ícone como Casillas. Embora sejamos uma sociedade que aprecia e investe aquilo que pode no associativismo ao clube, não são geradas receitas suficientes para cobrir o desequilíbrio que provoca o vencimento de 3,5 milhões de euros/ano líquidos (o Real Madrid paga uma quantia igual, o que perfaz 7 milhões líquidos/ano). Seria fundamental no mínimo uma presença assídua do clube nas meias-finais da Champions League, algo que "apenas" um guarda-redes de luxo não permite alcançar. E se tivermos em conta que o Futebol Clube do Porto neste ano com Casillas não conseguiu sequer o apuramento directo para a prova milionária...
Razão nº2 - A importância de Helton no plantel
Ao longo dos anos assistiu-se a uma desintegração portista, no que respeita à manutenção de jogadores no clube que transportassem consigo a mística azul-e-branca. Hoje, um dos poucos jogadores que detém tal qualificação é indiscutivelmente Helton. Ao ser relegado para segunda-opção após a vinda de Casillas, o FC Porto afastou de dentro de campo uma voz de experiência e liderança, assim como uma das figuras mais acarinhadas pelos adeptos. Algo questionável, principalmente no campo emocional, que pode ter contribuído para alguma desunião dentro do clube como nas próprias bancadas.
Razão nº3 - Casillas é uma figura de Marketing?
Falta em Casillas qualquer coisa, principalmente algo que gere maior empatia sobre a sua figura, nomeadamente quando o clube não ganha. A sua "voz" não se ouve em campo, não se ouve nas conferências de imprensa, onde o próprio clube ao pretender proteger a figura mais destacada internacionalmente que tem no plantel, acaba por não evitar a contestação sobre um activo que não gera vitórias. Tal protegimento inibe a própria exploração da imagem do jogador em merchandising; talvez o próprio Futebol Clube do Porto não tenha mesmo, ao nível comunicacional, ferramentas suficientes para retirar maiores dividendos da presença do espanhol no clube.
Razão nº 4 - As exibições de Casillas
Não obstante do valor do jogador, Casillas não revela espectacularidade nem regularidade no que respeita a exibições. É um guarda-redes experiente sim, que pode falhar como qualquer outro, claro. Mas quando por vezes falha, falha em grande, quase à dimensão da sua imagem. O próprio semblante do jogador revela de certo modo um misto de apreensão ou preocupação com algo, pronunciando alguma insegurança ou insatisfação. Nem todos os jogadores podem ser craques, mas quando apresentam uma imagem simpática, séria e disponível, conquistam a plateia. Algo que o seu suplente directo até conseguiu facilmente. Quem não se lembra dos aplausos no Estádio de Alvalade por parte dos adeptos leoninos...
Razão nº5 - O momento errado
É impossível, mesmo num campeonato como o português, um só clube manter a hegemonia eterna. O facto é que o FC Porto conseguiu o que mais nenhum clube nacional alcançou em quase quarenta anos, desde as constantes vitórias no campeonato aos títulos internacionais. Porém, após tremenda exposição, seria sempre difícil manter os principais jogadores no plantel face ao interesse e poder económico dos grandes clubes europeus. A saída de jogadores fundamentais não compensada com exibições regulares por parte dos que foram contratados, assim como a aposta em treinadores que nunca compreenderam a necessidade do clube em não perder a identificação com o jogador nacional, foram factores que colocaram o FC Porto distante das vitórias. Talvez a pior altura para se ter contratado Casillas.
domingo, 1 de maio de 2016
Os mais exóticos clubes de futebol - Belconnen United
It’s playing with everything we’ve got.
It’s remembering the people who have worn the jersey before.
It’s representing the jersey, the club and our community.
#WeAreBelconnen
Belconnen United, Australia
Austrália, uma nação peculiar. Localizado na mais pequena área continental do globo – Oceania – é de acordo com a Organização das Nações Unidas o país com o segundo maior índice de desenvolvimento humano do mundo, tendo em conta factores como riqueza, alfabetização, educação e esperança de vida, ficando apenas atrás da Noruega neste ranking. Para quem só conhece este país-continente pelos Coalas e Cangurus, afinal a Austrália vale muito mais do que as suas simpáticas criaturas. Com uma média de 2 habitantes/km2, tem uma população na ordem dos 22 milhões de pessoas.
Na Austrália a Liga principal é composta por 10 equipas que competem entre sí, sem se sujeitarem a relegação a escalões inferiores no final do campeonato (algo comum ao campeonato americano de futebol)
Este clube participa no campeonato nacional amador de Canberra. Formado em 1970, por várias vezes foi vencedor do troféu principal deste escalão. O período mais negro da sua curta história foi quando em 2006 foram expulsos do campeonato por divergências directivas, retomando numa competição disputada num outro estado, onde terminaram em segundo lugar, regressando no ano a seguir à origem. Na Austrália a Liga principal é composta por 10 equipas que competem entre sí, sem se sujeitarem a relegação a escalões inferiores no final do campeonato (algo comum ao campeonato americano de futebol). Invulgar, diremos nós. Depois existem os escalões secundários, formados essencialmente por 9 competições estaduais, onde compete então o Belconnen United, cuja equipa é conhecida como "Diabos Azuis".
Na Austrália a Liga principal é composta por 10 equipas que competem entre sí, sem se sujeitarem a relegação a escalões inferiores no final do campeonato (algo comum ao campeonato americano de futebol)
Este clube participa no campeonato nacional amador de Canberra. Formado em 1970, por várias vezes foi vencedor do troféu principal deste escalão. O período mais negro da sua curta história foi quando em 2006 foram expulsos do campeonato por divergências directivas, retomando numa competição disputada num outro estado, onde terminaram em segundo lugar, regressando no ano a seguir à origem. Na Austrália a Liga principal é composta por 10 equipas que competem entre sí, sem se sujeitarem a relegação a escalões inferiores no final do campeonato (algo comum ao campeonato americano de futebol). Invulgar, diremos nós. Depois existem os escalões secundários, formados essencialmente por 9 competições estaduais, onde compete então o Belconnen United, cuja equipa é conhecida como "Diabos Azuis".
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Um dia na vida de... "O Grande Líder"
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| O Grande Líder, acompanhado da sua devota comitiva |
Uma das figuras mais controversas da actualidade desportiva em Portugal é sem sombra de dúvida o Presidente do Sporting Clube de Portugal. Amado por uns, odiado por alguns, mas senhor de inegável profilaxia em relação ao clube que preside. Os Sete Indomáveis Patifes decidiram passar uma jornada ao lado desta controversa personagem, acompanhando-o nas mais diversas actividades no seu azafamado dia-à-dia.
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| O Grande Líder numa acção pedagógica, elaborando um comunicado |
Todos os dias começam tal como acabam. A averiguação do estado da nação verde e branca não se resume apenas ao que se constata "in-loco" nas instalações do clube, mas também a uma minuciosa pesquisa nas redes virtuais que permitem ao "Grande Líder" acompanhar a par e passo todas as movimentações de clubes rivais, assim como estimular métodos de contra-informação perante os ataques de uma comunicação social sedenta de destabilizar o clube.
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| O Grande Líder logra grande admiração por todos os adeptos do clube, principalmente o público feminino |
É junto dos adeptos que se constata a dimensão da sua popularidade. Dono de apaixonada devoção à causa Sporting e sempre acompanhado de um discurso incandescente, ao "Grande Líder" atribui-se-lhe a eficácia na união dos adeptos em torno do clube, outrora vítima de depreciada gestão por parte de grupos de capitalistas. Acusando estes de "negligência", promoveu-lhes a chamada Purificação Imperialista, procurando a sua condenação em plena praça pública.
Em plena campanha Presidencial, uma das maiores bandeiras do Presidente terá sido a construção de um novo pavilhão onde o clube pudesse usufruir de melhores condições para as suas diversas modalidades. Uma vez mais, fruto da unificação da massa adepta em torno do seu projecto, o "Grande Líder" conseguiu angariar verbas suficientes para tornar o sonho realidade. Hoje é frequente assistir às suas orientações munidas de detalhe em pleno estaleiro de obras, providenciando preciosas indicações a todos os profissões envolvidos no auspicioso projecto, como é possível constatar na fotografia acima.
Portador de sensibilidade e disponibilidade notáveis, este é indiscutivelmente também o representante das novas gerações de adeptos, que depositam nele a esperança de um futuro melhor. Uma linguagem directa e acessível, a abnegação ao conformismo, a referência a grandes batalhas, são o mote e a grande cartada de um homem, todo ele humano, mas magnâmico aos olhos do que o acompanham.
Nota de redação:
Este texto não visa de modo algum a ofensa nem a injúria ao bom nome das pessoas e entidades envolvidas, as quais merecem toda a nossa consideração.
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| Acompanhando a edificação do tão desejado pavilhão |
Em plena campanha Presidencial, uma das maiores bandeiras do Presidente terá sido a construção de um novo pavilhão onde o clube pudesse usufruir de melhores condições para as suas diversas modalidades. Uma vez mais, fruto da unificação da massa adepta em torno do seu projecto, o "Grande Líder" conseguiu angariar verbas suficientes para tornar o sonho realidade. Hoje é frequente assistir às suas orientações munidas de detalhe em pleno estaleiro de obras, providenciando preciosas indicações a todos os profissões envolvidos no auspicioso projecto, como é possível constatar na fotografia acima.
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| O Grande Líder sempre disponível às solicitações, mesmo nas brincadeiras com os mais novos |
Portador de sensibilidade e disponibilidade notáveis, este é indiscutivelmente também o representante das novas gerações de adeptos, que depositam nele a esperança de um futuro melhor. Uma linguagem directa e acessível, a abnegação ao conformismo, a referência a grandes batalhas, são o mote e a grande cartada de um homem, todo ele humano, mas magnâmico aos olhos do que o acompanham.
Nota de redação:
Este texto não visa de modo algum a ofensa nem a injúria ao bom nome das pessoas e entidades envolvidas, as quais merecem toda a nossa consideração.
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