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terça-feira, 14 de junho de 2016
Coisas que qualquer Homem gostava de ter...
sábado, 4 de junho de 2016
Muhammad Ali
Cassius Marcellus Clay Jr, mais tarde tendo sido conhecido como Muhammad Ali, nasceu a 17 de Janeiro de 1942 em Louisville, Kentucky, nos Estados Unidos da América. Como qualquer um de nós sabe, foi uma das mais consagradas figuras do desporto, tendo sido eleito mesmo o maior Boxer profissional de todos os tempos.
Começou a treinar bastante cedo, aos 12 anos, tendo no ano de 1964 – com apenas 22 anos – ganho o título de Campeão do Mundo a Sonny Liston. Três anos mais tarde, em 1967, Cassius Clay recusou-se a participar na campanha militar na qual os Estados Unidos estavam envolvidos: a Guerra do Vietname. Como tal, acabou por ser preso por insurreição contra o governo, tendo-lhe sido retirado o título conquistado anos antes. Como consequência do encarceramento, Clay esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis. Em 71 apelou ao Supremo Tribunal de Justiça, onde lhe foi retirada a pena. Era um homem livre outra vez.
Esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis
Esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis
Em 1975 converteu-se ao Sunismo Islamita (a maior denominação do Islão), e mais tarde ao Sufismo. Em 1984 foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson, como resultados dos inúmeros traumatismos provocados pelos seus combates. Já em 1977, os médicos que o acompanhavam lhe tinham prevenido de alguns problemas de saúde que se verificavam, tendo mesmo sugerido que se Clay de retirasse definitivamente. Irredutível, fez ainda alguns combates, nos quais se tornou cada vez mais visível o seu declínio. Morreu ontem, dia 3 de Junho de 2016, aos 74 anos.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Cuidar de um filho sozinho ou a teoria do Ronaldo Super Pai
Uma das tarefas mais difíceis por parte de quem é Pai, será certamente a responsabilidade de educar os filhos sozinho. Não é um cenário muito comum, pois geralmente quando tal acontece, cabe às Mães a detenção de tal compromisso. Reconhecendo que para elas a tarefa seja igualmente exigente e difícil, o cenário ideal seria evitar que tal acontecesse, mas na vida as coisas acontecem...
O super conhecido Cristiano Ronaldo é um desses exemplos. Na responsabilidade de ser Pai e Mãe ao mesmo tempo (que seguramente terá no apoio da família o suporte necessário), lá vai demonstrando aquí e além – por aquilo que as redes sociais nos permitem saber – que se desenrasca. Não me parece suficiente considerar-se o estatuto social e financeiro como a grande almofada para que as coisas corram bem. Terá também de existir a vontade e o reconhecimento no prazer a que a tarefa obriga. Mesmo no imaginário, para a maioria daqueles que desejam ser Pais, tal cenário configura-se como uma tarefa engraçada, até surgirem os primeiros desafios.
Não me parece suficiente considerar-se o estatuto social e financeiro como a grande almofada para que as coisas corram bem. Tem também de existir vontade e reconhecimento no prazer a que a tarefa obriga.
Em precoce idade, a dependência da criança em relação à Mãe é muito maior do que aquela que assiste ao Pai. É á medida que esta cresce, que o papel do progenitor masculino no acompanhar ao desenvolvimento do filho como indivíduo se torna mais importante, numa engrenagem fundamental à integração menos protegida em que a sociedade nos acolhe. A interação com outras crianças, as amizades, as primeiras paixões, a simbiose com outros seres humanos, são desafios que não se devem menosprezar através da falta de acompanhamento e interesse dos mais velhos para com os mais novos.
As crianças de hoje serão os adultos de amanhã. Partindo do pressuposto que o adulto tem como obrigação de apresentar à sociedade onde se integra o melhor que de sí pode advir, então importante será considerar tudo o que terá aprendido e assimilado ao longo do seu desenvolvimento, ao longo da sua imberbe juventude. O ser Pai está para o filho como o ser humano está para o mundo onde habita.
sábado, 14 de maio de 2016
Coisas que com a idade aprendemos a gostar - Cricket
Confesso que nunca fui grande conhecedor de Cricket, talvez pela fraca promoção exterior a países praticantes por excelência: Inglaterra, África do Sul, Zimbabwe, Paquistão, Índia, Sri Lanka, Jamaica, Austrália e Nova Zelândia. De facto, verifica-se neste conjunto de nações a ligação ao período colonial Britânico, confirmando assim a influência de Inglaterra como a nação criadora deste desporto, justificando do mesmo modo a pouca divulgação em outras nacionalidades ocidentais.
Dizem que com a idade nos tornamos mais apurados. Talvez seja tal motivo que me empenhou em começar a acompanhar o Cricket. É mesmo um dos desportos mais bonitos e interessantes que conheço. Justo, rigoroso, empolgante, disputado com regras difíceis de contornar no campo da seriedade e do desportivismo, embora algumas das suas regras possam ser discutidas antes da partida, em comum acordo entre equipas adversárias. Recentemente descobrí uma página que proporciona não apenas um bom entendimento acerca do tema, assim como o esclarecimento das regras mais importantes, escrita em português.
Porque desporto não é apenas futebol, este vídeo mostra alguns dos seus melhores momentos.
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Onde me encontro:
Lisbon, Portugal
domingo, 8 de maio de 2016
Os 5 Sonhos de qualquer rapaz...
De tempos a tempos, todos nos lembramos de como as coisas eram na nossa adolescência. Tal não sendo sinónimo de que a vida em adulto seja desprovida de interesse, para a maioria daqueles que tiveram uma juventude feliz, como eu tive, recordar tais momentos distantes é sempre um agradável exercício de nostalgia.
Quando eu era míudo queria ser um herói. Não interessava a farda, nem as aptidões, nem os meios. Ser um herói era tudo o que um jovem da minha idade poderia desejar. Na minha inocente adolescência não existiam bens materiais que me interessassem assim tanto. Havia a televisão, existiam dois canais, e eram estes os conteúdos suficientes para satisfazer o meu tempo.Depois existiam as séries e os filmes, com todas as suas quiméricas personagens que nos davam a ilusão de serem reais, que aquelas coisas aconteciam mesmo. Naves que voavam pelo espaço ou carros que falavam, eram algumas das coisas que seduziam a minha imaginação pelo desejo de que, quando fosse grande, também as desejaria para mim. Que me lembre, eram pelo menos 5 as minhas "prioridades"..
Ser um Cowboy
A vida no Oeste americano não era fácil. Dificilmente se evitava o confronto com Apaches no meio da pradaria, entre outros perigos inerentes a uma qualquer odisseia montada a cavalo. Mesmo o simples jogar às cartas num saloon era um caso sério de virilidade: tais locais nem sempre bem frequentados, onde a susceptibilidade de um confronto surgir a partir de uma má cartada ou um simples olhar de soslaio eram uma realidade corrente.
Qualquer bom Western tinha obrigatoriamente quatro regras: uma boa e indispensável briga num saloon, um xerife comprometido ou cobarde, um solitário desconhecido obrigado a salvar uma cidade e uma linda donzela em apuros, frequentemente viúva por imposição do vilão.
Impressionar uma mulher
Pilotar um avião era um dos muitos actos heróicos à disposição na imaginação de um rapaz que pretendesse impressionar o sexo oposto. De imensurável beleza a inatingível aproximação, o sexo feminino representava para a maioria dos rapazes (e continua a representar) o Santo Graal; o seu olhar de admiração absorvido pelas nossas façanhas era a maior razão da própria existência. Claro que situações que envolvessem paralelamente a salvação da humanidade eram bem-vindas. Um dos actores que maior cartilha de talentos apresentava nesse campo era sem dúvida Tom Cruise – no filme Top Gun, por exemplo – embora nunca tivesse sido actor que me despertasse admiração, talvez pelas personagens demasiado presunçosas que interpretava.
Vestir como o Sonny Crockett (Miami Vice)
No "meu tempo" o que não faltava em horário nobre eram as séries policiais. Algumas mais sérias que outras, mas a que me cativava mais era sem dúvida a Miami Vice. A narrativa decorria na glamourosa cidade de Miami, onde dois detectives cheios de estilo – interpretados por Don Johnson (Sonny Crockett) e Philip Michael Thomas (Ricardo Tubbs) se passeavam de Ferrari e prendiam traficantes, ao som de uma brilhante banda sonora produzida por dois dos maiores ícones musicais: Jan Hammer e Phil Collins. O estilo dos dois agentes marcou não apenas o padrão de cores dos anos 80 (num estilo que hoje se poderia definir como Casual Chic), como também me fez sonhar com tais indumentárias. Infelizmente nunca fui a tempo.
Ter a atitude Heterosexual de George Michael
George Michael foi para mim e para muitos um dos melhores cantores de sempre. Lembro-me da sensação que tive quando ví pela primeira vez um video-clip seu – uma música chamada Father Figure – e quanto considerei ideal aquele cenário a preto e branco: conduzir um táxi à noite com óculos escuros, brinco na orelha, a fumar um cigarro, enquanto transportamos uma Top Model no banco de trás que nos contempla fortuitamente pelo espelho retrovisor, não é para todos. Podia ser este definitivamente o sonho de qualquer taxista. Mesmo não desejando tal profissão, também para mim o foi.
Ter o emprego de Tom Hanks no filme "Big"
Pedir a realização de um sonho a uma máquina de desejos e acordar no dia seguinte no corpo de um adulto, podendo trabalhar numa empresa de brinquedos e ter uma casa enorme só para mim, era por sí motivos que justificavam o deslumbramento. Embora sem gozar do sucesso comercial de outros filmes para adolescentes da altura, Big foi uma das obras que mais marcou a minha adolescência. Engraçado como em adultos sonhávamos tanto em ser grandes e ter sucesso.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Coisas de Homens, parte 1
O Perfume
Uma nota prévia: se o leitor tiver menos de 30 anos ou permite que seja a namorada ou a mulher a escolher o perfume ou a roupa que usa, escusa de perder o seu precioso tempo ler o resto do artigo.
Há coisas que para um Homem são desnecessárias. Uma delas é a opinião vinculativa que outros têm pelas características de determinados produtos. Nem todas as pessoas têm os mesmos gostos, como nem todas as pessoas têm a mesma educação. Embora o aprender não se alcançe sozinho, é na experiência que devemos apostar a nossa formação. Assim, adquirimos uma opinião para expôr, não apenas para andar uma vida inteira a concordar com o que "os outros" dizem.
Existem dois estereótipos de Homem. Os que valorizam os seus pertences porque estes definem a sua essência, e os que valorizam a sua essência empenhando-se na procura da matéria. Traduzindo isto por "míudos", os primeiros resumem a sua vida ao que a própria vida (ou os outros) lhes oferece, os segundos selecionam a conquista e a descoberta como modo de afirmação da sua existência. Respeita o espaço dos outros, nunca deixando de definir o teu.
A melhor coisa que um homem deve fazer quando deseja um perfume é ir procurá-lo sozinho. Ou então se estiver acompanhado, que fique calado – a conversa pode prosseguir noutra altura.
Falando de perfumes. Todo o perfume de homem deve conter na medida certa, notas aromáticas essencialmente quentes. Fogo, madeira, couro, especiarias intensas. Em suma, o espírito de conquista colonial espalhado pelo corpo. E como tais distinções servirão apenas como motivo de gozo, a melhor coisa que um homem deve fazer quando deseja um perfume é ir procurá-lo sozinho. Ou então se estiver acompanhado, que fique calado – a conversa pode prosseguir noutra altura. A escolha do aroma que elegemos em homenagem ao nosso carácter é um investimento demasiado importante para se andar a brincar ao "cheira aquí, Amor...!".
Safari é um dos melhores perfumes amadeirados que conheço. Lançado em 1992 pela Ralph Lauren, tem como notas aromáticas as principais características necessárias a um perfume de homem: Aldeido q.b., Óleo de Neroli (ou Bergamota, na pior das hipóteses), Couro, Musk (fundamental!), Âmbar, Canela e madeira de Cedro. O aroma do Safari, como muitas fragrâncias da Ralph Lauren, é inspirado no estilo de vida americano, apontando a valores de liberdade e aventura. Fica o esclarecimento para quem já apostava que o nome teria alguma relação com aventuras em parques temáticos africanos.
Nota conclusiva: o teor aparentemente machista deste artigo não visa de modo algum a inferiorização do papel de uma Mulher na vida de qualquer Homem. Assim como nenhum produto referido obecede a interesses de natureza comercial por parte de quem o escreve – o nosso Lifestyle é independente.
sábado, 30 de abril de 2016
Dos 17 aos 25. O vazio de uma geração.
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| TV Rural? BBC Vida Selvagem? Reality Show's! |
Regra nº1 - "A culpa não é minha!"
Parece-me injusto culpabilizar de modo primário a conduta de alguém, sem procurar sequer apurar os motivos que geram comportamentos declaradamente reprováveis. Na medida do que nos torna humanos racionais e responsáveis, sabemos perfeitamente que a violência, a intolerância e a ignorância são a fragmentação da sociedade. Na mesma medida, não pretendo fragmentar coisa nenhuma.
Mas não nos escondamos por trás das diferenças económicas e culturais que existem na sociedade. A dignidade não se adquire pelo dinheiro nem por cultura. Quem é pobre não é menos digno de quem é rico, assim como quem tem cultura não se pode considerar superior ao próximo. Embora seja um facto que o acesso à escolaridade assim como o bem estar financeiro permitem uma melhor qualidade de vida, tal não nos iliba do dever de interagirmos no interesse de uma sociedade mais equilibrada. Na prática, uma sociedade que se revê num padrão positivo de boa conduta, é uma sociedade melhor.
Regra nº2 - "Eu sou assim, e tenho orgulho nisso!"
O que observamos no comportamento das gerações jovens é um caso flagrante de responsabilidade das gerações velhas. Nenhum ser humano traz consigo hábitos sociais umbilicais quando vem ao mundo – é o "Mundo" que lhe ensina a ser uma pessoa. Nenhuma pessoa é intolerante ou ignorante porque simplesmente nasceu com "mau feitio", como se de uma questão genética tal se tratasse. O "Mundo" que refiro, nomeadamente os Pais e restante família, os vizinhos, os amigos, os colegas de escola e os professores, são esses os responsáveis pela formação da essência do indivíduo, seja ele apto à maioridade ou não. E é a estes, nomeadamente aos que mais importante papel desempenham (os Pais) que lhes deve ser incutida a obrigação e seriedade no desenvolvimento de quem deles depende.
Regra nº3 - "Conversar? Não tenho feitio para isso!"
Os Pais destes jovens com idades compreendidas entre os 17 e os 25 anos são declaramente responsáveis pelos actuação dos filhos perante a sociedade. Se os jovens são egocêntricos, vaidosos, incultos, agressivos, tal se deve à ausência de património educacional que lhes assiste. É impressionante assistir à dificuldade que esta geração tem em se expressar convenientemente e educadamente. Tão ciosos do culto da própria personalidade, confrontam não o desconhecido (como outrora outras gerações desprovidas de facilidades mas valentes em querer o conseguiam fazer), mas o próximo, com autoritarismo e violência. Não sabem debater, pois a discussão das suas virtudes é o lema que tanto procura esconder as maiores fraquezas que residem na ausência do essencial: o carácter. Um carácter de dimensão similar à quantidade de livros que lêem, seguramente.
Regra nº4 - "Quanto mais, melhor!"
Nesta geração, o indivíduo masculino não tem prazer no cavalheirismo. Mais machistas do que antigas gerações (que tinham muito menos acesso ao conhecimento e desenvolvimento cultural que estes), para eles o lidar com uma jovem da sua idade é tão desafiante quanto o número de horas que passam no ginásio, no facebook ao a beber shot's – quanto mais, melhor. Não interessa a qualidade. E mesmo elas, ciosas da sua independência e conscientes das limitações dos congéneres masculinos, entregam-lhes de bandeja aquilo que outrora se considerava uma virtude. No meu tempo, a virtude era conseguir convencer os Pais a aceitarem o namoro. Hoje, perdoem-me a expressão, os Pais são "montados" e aparentemente deleitam-se com tal costume.
Por isso é que para os "Paizinhos" destas personagens, os filhos são "tão bons meninos".
sexta-feira, 29 de abril de 2016
O que elas mais procuram...
Nada que a minha intuição não me tivesse já dito. De acordo com um estudo elaborado pelo maior portal do mundo ao nível de conteúdos para adultos e da revista Bustle, dedicada ao público feminino, vídeos que envolvem relações sexuais entre duas mulheres são os mais procurados pelos internautas do sexo feminino. As decorrentes opções são vídeos compreendidos pelos termos "Mature", "Teen", "Large Penises", "Threesomes" e "Female Friendly"... No que respeita aos interesses masculinos, os conteúdos mais procurados são "Amateur", "Threesomes" e "Big Breasts".
O que as mulheres gostam
Em primeiro lugar é preciso assumir para quem ainda não teve a percepção, que este texto é escrito por um homem que se faz valer exclusivamente da sua experiência. Portanto, trata-se de uma opinião que vale o que vale.
As mulheres apreciam o lado mais estético e emocional da vida. O padrão comportamental feminino leva-nos (a mim particularmente) a entender que valorizam de sobremaneira todas as experiências que envolvam uma maior estimulação emocional, no que concerne ao envolvimento com o alheio. A moda, as viagens, a estética, as conversas acerca de relações, o amor, são tudo questões que de sobremaneira lhes agrada e lhes desperta elevado interesse. Aparentemente, o sexo não faz parte.
O que as mulheres (realmente) gostam
Vamos fugir um pouco à zona de conforto. E se tal tiver de ser com a precisosa ajuda de um homem, que seja. Porque nós homens temos de entender de uma vez por todas que temos de nos esforçar com elas.
As mulheres têm uma capacidade de observação e interiorização diferente dos homens. Reparam nos detalhes de um modo mais vasto, analisam sofisticadamente as arestas, e seguramente que pensam muito mais nas consequências dos seus actos do que nós. Há quem diga que levam tudo muito mais a sério. Aceito isso.
As mulheres têm uma capacidade de observação e interiorização diferente dos homens. Reparam nos detalhes de um modo mais vasto, analisam sofisticadamente as arestas, e seguramente que pensam muito mais nas consequências dos seus actos do que nós.
É um facto consumado que a grande dificuldade que assiste ao homem em compreender melhor o mundo das mulheres, reside na sua própria ignorância e prepotência ao básico. Sim, os homens, na sua maioria, são seres humanos desprovidos de capacidade de interpretação e sensibilidade à ode feminina. Com a mesma facilidade que aprendem sobre mecânica ou táticas de futebol, desinteressam-se pelos dissimulados prazeres que mexem com elas. Uma porta que não se abre pelo medo ao desconhecido, mas que as acompanha ao longo da vida. Refiro-me então, ao fruto proibido.
O fruto proibido
"O fruto proibido é o mais apetecido". Tão básico quanto impreciso. Uma frase aceite por muitos mas que carece de conteúdo, pouco esclarece, assim como a maioria dos lugares comuns onde vive enterrado a fonte de auto-conhecimento. "O fruto proibido é o fruto desconhecido". Isto sim, é a realidade. E é nesta realidade pouco perceptível e imensas vezes inalcançável que todo o conteúdo da verdade se manifesta. Não se trata de Mulheres serem diferentes de Homens. No escuridão, todos são cegos assim como todos procuram encontrar algo que os guie. O preço a pagar nunca seria demais se por obra divina tivéssemos o poder de nos tornarmos invisíveis, e que tal nos desse a possibilidade de explorar tudo o que complexadamente não conseguimos assumir.
O preço a pagar nunca seria demais se por obra divina tivéssemos o poder de nos tornarmos invisíveis, e que tal nos desse a possibilidade de explorar tudo o que complexadamente não conseguimos assumir.
As pessoas têm de deixar de viver uma vida tão empenhada no óbvio, na indolente rotina. Preparam-se um ano inteiro para se sentar à mesa no Natal com a família, entregar prendas oferecidas a maior parte contra-vontade pelo dispêndio financeiro, encobrindo a sua incapacidade de sentir prazer na partilha ao refugiarem-se na expressão "isto não está fácil para ninguém". Enquanto isso, investem numa fugaz passagem de ano como bons amestrados que são, brindando platonicamente à mudança, quando horas mais tarde se preparam para o regresso à mediocridade, onde se vive em função de crítica ao próximo e nunca ao sí mesmos.
O conhecimento, a auto-reflexão, as viagens e seguramente o Sexo, são as experiências mais importantes da vida de todos nós. Ler um livro amplia-nos os conhecimento, o que nos faz também questionar o que somos. Ajuda-nos a auto-reflectir. As viagens são o bálsamo da experiência, são o único modo de podermos partilhar ou assumir sempre com experiência de causa, e não apenas em campo teórico. O Sexo, esse, deve ser de uma vez por todas desprovido de amarras morais e conservadoras. Deve envolver-se em fantasia, confrontando sempre o desconhecido – o tal Fruto Proibido.
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