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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Chewbacca, lamento, mas não estás na moda...


"A presença de pelos nas costas é uma característica que muitos homens apresentam e que, em um grande número de casos, pode acabar sendo desagradável, tanto para quem os possui como para suas parceiras. Quando livre do excesso de pelos, fica muito mais gostoso receber carinho na região das costas, além do visual dar uma melhorada, pois a diminuição dos fios resulta numa melhor definição dos músculos da área."

Retirado de um qualquer site vocacionado para o público feminino. Como habitual, lá vão dando uns bitaites aos homens. A malta masculina agradece.

sábado, 14 de maio de 2016

Padrões de desejo que os homens admiram ou a ode ao vazio de conteúdo.

"Eles não resistem ao ar inocente de Daisy Ridley, ou aos olhos poderosos de Alexandra Daddario nem às pernas de Kate Upton. Estas são as mulheres que lhes conquistam o coração."

Despertou-me alguma curiosidade um artigo divulgado esta semana pela revista Men's Health, em que se listam "As 99 mulheres que os homens mais desejam". Tendo em conta que a referida publicação está direccionada ao público masculino, onde provavelmente todos os artigos são escritos por homens, presumo que tal repertório se fundamente numa sondagem, no mínimo, à porta da própria redacção. Empreendí naturalmente o meu tempo em observar tal lista com o detalhe necessário, mas confesso que ao constatar em 93ª posição a cantora (?) Victoria Beckham, resolví parar.

Ok, passou 1 minuto e lá voltei eu à dita lista. Mas desta vez em versão fast-forward para depressa conformar a minha curiosidade acerca da feliz contemplada com a primeira posição: uma jovem inglesa de 24 anos chamada Daisy Ridley. Mas que m**** de lista é esta? Se esta é considerada (mesmo que apenas e só pela publicação) a máxima matriz de desejo por parte do homem moderno, então eu serei inquestionavelmente um neardental!

Daisy Ridley, a n#1 da lista promovida pela Men's Health


O mundo está mesmo partido ao meio. Num dos hemisférios vivem pessoas que pesam 45kg, com semblantes de tímida porcelana adornada a vulgaridade, surgindo do nada, cujo elogiável destaque na sua vida é viverem até ao prazo de validade que provavelmente se situa nos 30 anos de existência. Depois disso, estão velhas para os objectivos a que se propõem: terem a presença de meninas de 20, servis ao desejo de figurar numa qualquer passadeira vermelha.

O mundo está mesmo partido ao meio. Num dos hemisférios vivem pessoas que pesam 45kg, com semblantes de tímida porcelana adornada a vulgaridade, surgindo do nada, cujo elogiável destaque na sua vida é viverem até ao prazo de validade que provavelmente se situa nos 30 anos de existência.

Não vale a pena fazer comparações entre elas, pois provavelmente nada as distingue.  São inquestionavelmente bonitas, embora se a referida votação pretende destacar "As mulheres que os homens mais desejam", correcto seria esta nomear-se "As mulheres que os míudos de 20 ou homens de 50 mais desejam". Haveria então lugar neste "gap" de 30 anos a destacarem-se meritoriamente outro tipo de mulheres – as que vivem no outro lado do hemisfério. Estes seriam os critérios:

- Mulheres que tenham mais de 18 anos mas não aparentem ter 18 anos.
- Se o limite de idade ultrapassar a barreira do razoável, que outros atributos como a inteligência, personalidade e charme se submetam a avaliação.
- Mulheres que se destaquem com meritório sucesso profissional.
- Mulheres que podendo ser portadoras de inegável beleza, nunca tenham utilizado tal atributo para singrar.
- Mulheres que se tenham destacado pela sua aplicação a bons valores e bons costumes.
- Mulheres que soletrem eximiamente o abecedário.
- Mulheres que gostem de ser "Mulheres", quando acordam e quando se deitam.
- Mulheres que tenham cultura geral para abordar assuntos diversos, mesmo que não os dominem.
- Mulheres que valorizem a importância do sexo feminino na sociedade, que demonstrem perseverança em carreiras profissionais antagonicamente povoadas pelo sexo masculino.
- Mulheres que ensinem ou motivem os homens a serem melhores.

Porque este valores todos juntos, para mim, são o que mais me fazem admirar o sexo oposto.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Coisas de Homens, parte 1
O Perfume



Uma nota prévia: se o leitor tiver menos de 30 anos ou permite que seja a namorada ou a mulher a escolher o perfume ou a roupa que usa, escusa de perder o seu precioso tempo ler o resto do artigo.

Há coisas que para um Homem são desnecessárias. Uma delas é a opinião vinculativa que outros têm pelas características de determinados produtos. Nem todas as pessoas têm os mesmos gostos, como nem todas as pessoas têm a mesma educação. Embora o aprender não se alcançe sozinho, é na experiência que devemos apostar a nossa formação. Assim, adquirimos uma opinião para expôr, não apenas para andar uma vida inteira a concordar com o que "os outros" dizem.

Existem dois estereótipos de Homem. Os que valorizam os seus pertences porque estes definem a sua essência, e os que valorizam a sua essência empenhando-se na procura da matéria. Traduzindo isto por "míudos", os primeiros resumem a sua vida ao que a própria vida (ou os outros) lhes oferece, os segundos selecionam a conquista e a descoberta como modo de afirmação da sua existência. Respeita o espaço dos outros, nunca deixando de definir o teu.

A melhor coisa que um homem deve fazer quando deseja um perfume é ir procurá-lo sozinho. Ou então se estiver acompanhado, que fique calado – a conversa pode prosseguir noutra altura.

Falando de perfumes. Todo o perfume de homem deve conter na medida certa, notas aromáticas essencialmente quentes. Fogo, madeira, couro, especiarias intensas. Em suma, o espírito de conquista colonial espalhado pelo corpo. E como tais distinções servirão apenas como motivo de gozo, a melhor coisa que um homem deve fazer quando deseja um perfume é ir procurá-lo sozinho. Ou então se estiver acompanhado, que fique calado – a conversa pode prosseguir noutra altura. A escolha do aroma que elegemos em homenagem ao nosso carácter é um investimento demasiado importante para se andar a brincar ao "cheira aquí, Amor...!".

Safari é um dos melhores perfumes amadeirados que conheço. Lançado em 1992 pela Ralph Lauren, tem como notas aromáticas as principais características necessárias a um perfume de homem: Aldeido q.b., Óleo de Neroli (ou Bergamota, na pior das hipóteses), Couro, Musk (fundamental!), Âmbar, Canela e madeira de Cedro. O aroma do Safari, como muitas fragrâncias da Ralph Lauren, é inspirado no estilo de vida americano, apontando a valores de liberdade e aventura. Fica o esclarecimento para quem já apostava que o nome teria alguma relação com aventuras em parques temáticos africanos.

Nota conclusiva: o teor aparentemente machista deste artigo não visa de modo algum a inferiorização do papel de uma Mulher na vida de qualquer Homem. Assim como nenhum produto referido obecede a interesses de natureza comercial por parte de quem o escreve – o nosso Lifestyle é independente.

Girl Power...
















Quando doer, diz...
Nem sempre deve ser fácil uma mulher viver num mundo de homens bem intencionados.

Edwige Fenech, em Play the Game or Leave the Bed

terça-feira, 3 de maio de 2016

Blogs de Beauty, Fashion e Lifestyle.
Uma epidemia que os homens não compreendem?



Ultimamente ando surpreendido com a quantidade de blogs que existem dedicados aos hiperbólicos temas que, aparentemente, mais motivam o público feminino a criar este tipo de publicações.
Aquilo que para mim aparentemente não passava de um conjunto de fantasias descartáveis, com jovens mulheres ou não-tão-jovens-mulheres-a-quererem-ser-jovens dedicadas a serem fotografadas ora nas ruas de Lisboa com sacos de compras na mão ora dentro de lojas a experimentar roupa, afinal já representa no universo online um considerável marco de propagação.

A preponderância do mundo estético está inclusivamente ligada aos locais onde vamos jantar, onde vamos passar os nossos fins-de-semana e até à urgência com que colocamos nas redes sociais fotografias que comprovem que lá estivemos, ratificando o quanto estamos "In".

Úteis ou frívolos, lucrativos ou altruístas, os blogs de lifestyle são inegavelmente fundamentados num mundo estético, provavelmente distante da vida real da maioria dos seus seguidores, embora aparentemente próximo de quem os perpetua com postagens diárias acerca das escolhas com que se apresentam ao mundo no seu dia-á-dia. Por um lado, é demais evidente que por trás destes blogs existem mulheres ligadas ao mundo editorial da moda, com inteligível acesso a conteúdos originais que tanto despertam a curiosidade alheia. Mesmo a nível "amador" se apresenta também matéria de inegável compatibilidade a um maior domínio desta temática.

Questionável poderá ser a quanto de vida real obedece esta natureza estética, em que invariavelmente as questões ligadas à determinância da "beleza" se tornam mais influentes que o carácter humano de quem, sob sua influência vive. Sem hipocrisias, todos estamos sujeitos ao que está na moda, ao que os outros têm, ao modo como nos procuramos apresentar perante a sociedade. A preponderância do mundo estético está inclusivamente ligada aos locais onde vamos jantar, onde vamos passar os nossos fins-de-semana e até à urgência com que colocamos nas redes sociais fotografias que comprovem que lá estivemos, ratificando o quanto estamos "In".

Deve ser penoso acatar vicissitudes diárias que surgem a todos nós, quando nos temos de preocupar em não sujar a camisa quando mudamos um pneu do carro ou pegamos numa criança, como pouco prático estar o dia inteiro de saltos altos quando se tem de descer e subir escadas ou fazer caminhadas a vários locais num dia de trabalho.

Perante a própria estética em que a sociedade se vincula, torna-se quase obrigatório nos integrarmos nesta predisposição à aparência. Proclamamos assim a face glamourosa do mundo em que vivemos (ou que imaginamos que vivemos) não havendo lugar à cara inchada quando se acorda, ao vestir-qualquer-coisa ao Domingo, ou até mesmo uma maior descoberta interior evitando a ligação aos bens estéticos e materiais. Deve ser penoso acatar vicissitudes diárias que surgem a todos nós, quando nos temos de preocupar em não sujar a camisa quando mudamos um pneu do carro ou pegamos numa criança, como pouco prático estar o dia inteiro de saltos altos quando se tem de descer e subir escadas ou fazer caminhadas a vários locais num dia de trabalho.

Das duas, uma. Ou há sempre alguém disposto a fazer tudo por nós, ou passamos o dia em casa sem fazer nada, vivendo de rendimentos alheios que nos permitam andar pela cidade a fazer compras e a tirar fotografias. Nessa conjuntura, aquilo que é a vida real não passa de um mau pesadelo que nem se deve invocar para não trazer más energias.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O que elas mais procuram...



Nada que a minha intuição não me tivesse já dito. De acordo com um estudo elaborado pelo maior portal do mundo ao nível de conteúdos para adultos e da revista Bustle, dedicada ao público feminino, vídeos que envolvem relações sexuais entre duas mulheres são os mais procurados pelos internautas do sexo feminino. As decorrentes opções são vídeos compreendidos pelos termos "Mature", "Teen", "Large Penises", "Threesomes" e "Female Friendly"... No que respeita aos interesses masculinos, os conteúdos mais procurados são "Amateur", "Threesomes" e "Big Breasts".

O que as mulheres gostam
Em primeiro lugar é preciso assumir para quem ainda não teve a percepção, que este texto é escrito por um homem que se faz valer exclusivamente da sua experiência. Portanto, trata-se de uma opinião que vale o que vale.
As mulheres apreciam o lado mais estético e emocional da vida. O padrão comportamental feminino leva-nos (a mim particularmente) a entender que valorizam de sobremaneira todas as experiências que envolvam uma maior estimulação emocional, no que concerne ao envolvimento com o alheio. A moda, as viagens, a estética, as conversas acerca de relações, o amor, são tudo questões que de sobremaneira lhes agrada e lhes desperta elevado interesse. Aparentemente, o sexo não faz parte.

O que as mulheres (realmente) gostam
Vamos fugir um pouco à zona de conforto. E se tal tiver de ser com a precisosa ajuda de um homem, que seja. Porque nós homens temos de entender de uma vez por todas que temos de nos esforçar com elas.
As mulheres têm uma capacidade de observação e interiorização diferente dos homens. Reparam nos detalhes de um modo mais vasto, analisam sofisticadamente as arestas, e seguramente que pensam muito mais nas consequências dos seus actos do que nós. Há quem diga que levam tudo muito mais a sério. Aceito isso.

As mulheres têm uma capacidade de observação e interiorização diferente dos homens. Reparam nos detalhes de um modo mais vasto, analisam sofisticadamente as arestas, e seguramente que pensam muito mais nas consequências dos seus actos do que nós.

É um facto consumado que a grande dificuldade que assiste ao homem em compreender melhor o mundo das mulheres, reside na sua própria ignorância e prepotência ao básico. Sim, os homens, na sua maioria, são seres humanos desprovidos de capacidade de interpretação e sensibilidade à ode feminina. Com a mesma facilidade que aprendem sobre mecânica ou táticas de futebol, desinteressam-se pelos dissimulados prazeres que mexem com elas. Uma porta que não se abre pelo medo ao desconhecido, mas que as acompanha ao longo da vida. Refiro-me então, ao fruto proibido.

O fruto proibido
"O fruto proibido é o mais apetecido". Tão básico quanto impreciso. Uma frase aceite por muitos mas que carece de conteúdo, pouco esclarece, assim como a maioria dos lugares comuns onde vive enterrado a fonte de auto-conhecimento. "O fruto proibido é o fruto desconhecido". Isto sim, é a realidade. E é nesta realidade pouco perceptível e imensas vezes inalcançável que todo o conteúdo da verdade se manifesta. Não se trata de Mulheres serem diferentes de Homens. No escuridão, todos são cegos assim como todos procuram encontrar algo que os guie. O preço a pagar nunca seria demais se por obra divina tivéssemos o poder de nos tornarmos invisíveis, e que tal nos desse a possibilidade de explorar tudo o que complexadamente não conseguimos assumir.

O preço a pagar nunca seria demais se por obra divina tivéssemos o poder de nos tornarmos invisíveis, e que tal nos desse a possibilidade de explorar tudo o que complexadamente não conseguimos assumir.

As pessoas têm de deixar de viver uma vida tão empenhada no óbvio, na indolente rotina. Preparam-se um ano inteiro para se sentar à mesa no Natal com a família, entregar prendas oferecidas a maior parte contra-vontade pelo dispêndio financeiro, encobrindo a sua incapacidade de sentir prazer na partilha ao refugiarem-se na expressão "isto não está fácil para ninguém". Enquanto isso, investem numa fugaz passagem de ano como bons amestrados que são, brindando platonicamente à mudança, quando horas mais tarde se preparam para o regresso à mediocridade, onde se vive em função de crítica ao próximo e nunca ao sí mesmos.

O conhecimento, a auto-reflexão, as viagens e seguramente o Sexo, são as experiências mais importantes da vida de todos nós. Ler um livro amplia-nos os conhecimento, o que nos faz também questionar o que somos. Ajuda-nos a auto-reflectir. As viagens são o bálsamo da experiência, são o único modo de podermos partilhar ou assumir sempre com experiência de causa, e não apenas em campo teórico. O Sexo, esse, deve ser de uma vez por todas desprovido de amarras morais e conservadoras. Deve envolver-se em fantasia, confrontando sempre o desconhecido – o tal Fruto Proibido.

domingo, 24 de abril de 2016

Discriminação sexual... Acho mal!

À esquerda joga-se à bola com cabeças, à direita um registo claramente romântico.





Os monstros afinal também têm sentimentos!
Nunca compreendí o critério adoptado por estas personagens monstruosas brotantes dos filmes de terror clássicos, no que concerne a diferentes interacções entre vítimas homens ou mulheres. Os monstros afinal também têm sentimentos, ou é apenas uma questão hormonal que justifica tão vil discriminação sexual? Venham eles do espaço, do mar, da terra, do esgoto, é identificável um trato bem mais cuidadoso e gentil em relação à vítima feminina, um paradigma diferente do reservado ao alvo masculino. Acho mal!

A todas as entidades monstruosas envolvidas, o meu apelo para uma diferença de tratamento mais equilibrado, faz-cha-vor!

Verdade de La Palice: "Antes um abraço do Monstro que uma carta de amor do homem feio!"