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sábado, 18 de junho de 2016

A estátua da Liberdade




Edouard de Laboulaye (Paris, 18 de Janeiro de 1811 - 25 de Maio de 1883), conhecido jurista, poeta e maçom francês, será para sempre recordado como o criador intelectual do monumento conhecido como a "Estátua da Liberdade". Observador atento da política nos Estados Unidos e admirador confesso da sua constituição, terá sugerido em 1865 – após o fim da Guerra Civil norte-americana – a criação de uma estátua em homenagem ao centenário da Declaração de Independência de 1776. Foi com o apoio do seu grande amigo e escultor Frédéric-Auguste Bartholdi, que após 10 anos de trabalho a ideia de transformou em realidade. O nome original da obra é a "Liberdade que Ilumina o Mundo".

Edouard de Laboulaye, Frédéric-Auguste Bartholdi e Gustave Eiffel

Ficou então acordado que os americanos seriam os responsáveis pela criação do pedestal de colocação da obra, enquanto os franceses fariam o transporte de toda a estrutura. O financiamento necessário aos dois projectos foi essencialmente angariado através de diversos eventos artísticos, face às diversas dificuldades económicas que assolavam ambos os países, naquele período.



Várias personalidade norte-americanas moveram-se no sentido de gerar diversas dinâmicas de financiamento, sendo que uma das mais bem sucedidas acções deveu-se a Joseph Pulitzer, o editor do jornal "The World", onde criticou num editorial as classes médias e altas pelo desinteresse demonstrado na angariação de fundos para a construção do pedestal. Uma chamada de atenção que acabou por mobilizar todo o povo a contribuir.  Entretanto em França, Bartholdi teve o apoio de Alexandre Gustave Eiffel (criador da Torre Eiffel) que construiu a estrutura que permitiria a enorme estátua manter-se fixa.



Terminada em 1884, a estátua terá chegado aos Estados Unidos um ano mais tarde, fragmentada em 350 peças individuais afim de possibilitar o seu transporte até à ilha de Bedloe, ao largo de Nova Iorque, que mais tarde foi nomeada Ilha da Liberdade.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Salvamento em plena auto-estrada







































No dia 21 de Fevereiro de 2014, Lucilia Godoy tornou-se conhecida nos Estados-Unidos pelo salvamento de uma criança em plena auto-estrada. Tudo aconteceu quando a tia da criança se apercebeu, enquanto conduzia, das dificuldades respiratórias do sobrinho bebé, que se apresentava quase inanimado. Em pânico, e perante a incapacidade na recuperação do estado da criança, saiu do carro em busca de auxílio a outros condutores que passavam. Terá sido Lucilia que mais rapidamente surgiu em seu auxílio, que através de respiração boca-a-boca conseguiu reanimar o bebé de 5 meses. Apoio médico não tardou em chegar, tendo a história um final feliz.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Este dia na História - A famosa Lei Miranda




No dia 13 de Junho de 1966, o Supremo Tribunal de Justiça Norte-Americano decretou válida a decisão que opôs Ernesto Arturo Miranda ao estado de Arizona, num dos mais importantes casos de Justiça nos Estados Unidos. A célebre frase "You have the right to remain silent..." é daí que advém.

"You have the right to remain silent. Anything you say can, and will, be used against you in court of law. You have the right to an attorney. If you cannot afford one, one will be appointed to you"

A 2 de Março de 1963 em Phoenix, uma jovem de 18 anos foi vítima de rapto e violação. Apesar do argumento apresentado pela jovem ter sido considerado duvidoso depois do teste do polígrafo e da mesma não ter garantido ser Miranda o verdadeiro autor, este terá sido detido e acusado sem provas pelos agentes policiais, sem alguma vez ter sido informado da causa. Terá sido mesmo atribuída a si uma confissão falsa, culminando numa condenação injusta por um crime não cometido. Mesmo após a decisão do tribunal, o seu encarceramento manteve-se até 1972.

Como resultado desta infeliz acusação, passou a ser obrigatória uma explicação prévia por parte das autoridades policiais a todo e qualquer suspeito aquando da sua detenção. Ernesto Miranda morreu em 1976 vítima de um esfaqueamento resultante de uma discussão após um jogo de Poker, tendo sido encontrado sem vida na casa-de-banho do bar onde ocorreu o jogo.

O estilo do nosso Presidente


Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República Portuguesa, é um chefe de Estado diferente. Não podemos ficar indiferentes às suas últimas aparições públicas, onde tem conseguido apresentar uma imagem simpática e agradável, pouco comum às personalidades que ocuparam semelhante cargo nos últimos anos. Claro que não é por simpatia que se deve avaliar o desempenho de um cargo político, mas tendo em conta a pouca influência que a sua posição assume para o dia-á-dia directo dos portugueses, ao menos faz-nos sentir de algum modo optimistas.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

O combate entre Ali e o Superhomem


Decorria o ano de 1978, quando em Fevereiro surpreendentemente se dá um combate entre Muhammad Ali e o homem mais poderoso na Terra: o Superhomem. Na assistência, uma verdadeira constelação de estrelas, desde os Beatles, Jackson 5, Sinatra a Pelé, passando por Andy Warhol ao Batman. A capa deste embate no livro de banda desenhada da DC Comics, tornou-se recentemente uma das imagens mais partilhadas nas redes sociais, desde a recente morte do famoso pugilista.

Quando os jovens artistas Jerry Siegel e Joe Shuster criaram para a DC Comics o Superhomem – inicialmente um vilão – não previam que o sucesso desta personagem venderia em três meses um milhão de cópias em revistas de banda desenhada. Algumas décadas mais tarde, o editor Julius Schwartz sugeriu uma narrativa que integrasse o herói num combate com Muhammad Ali.

Não terá sido a primeira ocasião onde a personagem do Superhomem foi utilizada com propósitos de mensagens sociais. Décadas antes, após o fim da Segunda Grande Guerra, terá existido uma narrativa de vários episódios onde o "Homem de Ferro" combateu a proliferação de um dos maiores problemas norte-americanos na ocasião – o Ku Klux Klan.

O enredo baseava-se na pretensão da raça alienígena Scrub colocar frente a frente o seu maior guerreiro contra um "representante" do planeta Terra. Se ganhassem, a terra seria destruída. Elegeu-se então o Superhomem, mas Ali invocou que este não sendo um natural terráqueo, não poderia ocupar tal responsabilidade. A coisa terá sido então resolvida num combate entre os dois onde se viria a apurar quem lutaria em defesa do planeta. Para tal, o Superhomem terá abdicado dos seus poderes e treinado boxe como preparação.



Em 1978, à data da publicação desta história, Ali não era sequer o campeão do mundo na modalidade na qual se destacou, nem era propriamente reconhecido por toda a América como um herói, como mais tarde veio a suceder. Julgado a 28 de Junho de 1967 pela recusa na integração do exército norte-americano a respeito da Guerra do Vietname, Ali era essencialmente uma personagem bastante controversa. Nunca aceitou um acordo do governo – onde naturalmente nunca pisaria o terreno de guerra, pretendendo-se usar a sua imagem como factor de motivação das tropas – por se considerar contra a tomada de posição contra o povo do Vietname.

A DC tinha nos seus quadros uma série de jovens liberais judeus, que utilizaram este acto como uma perfeita manobra política contra uma América em ruptura social intensa - pela Guerra no Vietname.

Apesar do lançamento desta revista de banda desenhada ter ocorrido apenas uma década mais tarde, a decisão da DC Comics colocar Ali num frente-a-frente com o homem branco mais poderoso à face da terra – em mito – foi um acto de alguma polémica. A DC tinha nos seus quadros uma série de jovens liberais judeus, que utilizaram este acto como uma perfeita manobra política contra uma América em ruptura social intensa.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ouvi dizer que...



"Acho que a taxa, a ser criada, devia ser usada para atenuar
a pegada turística na cidade ou adquirir edifícios que a
Câmara pretende que não sejam destinados ao turismo"


Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto

sábado, 4 de junho de 2016

Foto do Dia


Cassius Clay (Muhammad Ali) e os Beatles, Florida, Fevereiro de 1964.
O Boxer Cassius Clay é captado nesta fotografia em conjunto com os Beatles, numa visita destes ao seu campo de treino, em Miami, na Florida. Da esquerda para a direita: Paul McCartney, George Harrison e John Lennon.
AP Photo

Muhammad Ali







































Cassius Marcellus Clay Jr, mais tarde tendo sido conhecido como Muhammad Ali, nasceu a 17 de Janeiro de 1942 em Louisville, Kentucky, nos Estados Unidos da América. Como qualquer um de nós sabe, foi uma das mais consagradas figuras do desporto, tendo sido eleito mesmo o maior Boxer profissional de todos os tempos.

Começou a treinar bastante cedo, aos 12 anos, tendo no ano de 1964 – com apenas 22 anos – ganho o título de Campeão do Mundo a Sonny Liston. Três anos mais tarde, em 1967, Cassius Clay recusou-se a participar na campanha militar na qual os Estados Unidos estavam envolvidos: a Guerra do Vietname. Como tal, acabou por ser preso por insurreição contra o governo, tendo-lhe sido retirado o título conquistado anos antes. Como consequência do encarceramento, Clay esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis. Em 71 apelou ao Supremo Tribunal de Justiça, onde lhe foi retirada a pena. Era um homem livre outra vez.

Esteve quase três anos sem competir, perdendo naturalmente o melhor momento da carreira, embora por consequência se tenha tornado uma das maiores figuras no que respeitava ao combate pelos direitos civis

Em 1975 converteu-se ao Sunismo Islamita (a maior denominação do Islão), e mais tarde ao Sufismo. Em 1984 foi-lhe diagnosticada a doença de Parkinson, como resultados dos inúmeros traumatismos provocados pelos seus combates. Já em 1977, os médicos que o acompanhavam lhe tinham prevenido de alguns problemas de saúde que se verificavam, tendo mesmo sugerido que se Clay de retirasse definitivamente. Irredutível, fez ainda alguns combates, nos quais se tornou cada vez mais visível o seu declínio. Morreu ontem, dia 3 de Junho de 2016, aos 74 anos.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Qual a verdade da "Violação Colectiva no Brasil"?


Tornou-se pública esta semana uma lamentável notícia que apontava um acto de violação colectiva por parte de 33 rapazes a uma jovem de 16 anos, no Brasil. Ao surgirem em redes sociais algumas imagens do facto consumado e filmado pelos agressores, toda a história atingiu uma escala global.

As primeiras informações fornecidas pelos meios de comunicação social, qualificaram o acto como "bárbaro, consumado por 33 criminosos de favela, enquanto a jovem era repetidamente agredida e dopada". Mais tarde surgiram diferentes argumentos que davam conta de um suposto hábito da jovem em procurar relações em grupo, tal como aconteceu no mesmo dia do suposto crime. Surgem agora fotografias cujo propósito é, de algum modo, colocar em causa a idoneidade da rapariga, supostamente por parte de alguns conhecidos da mesma.



Independentemente dos argumentos que surjam, a verdade é que uma situação destas é naturalmente horrível, principalmente para a jovem. Por um lado, estando ela consciente ou não – ou mesmo de livre vontade –, um acontecimento desta natureza (incluindo a exposição pública dos factos) deixa marcas profundas a quem se sujeita. Neste caso, exclusivamente a jovem de 16 anos, naturalmente.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Donald Trump







































Não sei se Donald Trump um dia chegará à presidência dos Estados Unidos da América. Enquanto ficamos a aguardar, vamos assistindo a vários momentos polémicos vociferados pela própria boca. Alguns americanos parecem gostar, outros aparentam odiar. Seja como for, ganhando ou perdendo, a grande vitória do indivíduo está garantida: não precisou de se esforçar para dar nas vistas. Bastou ser ele próprio.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Portugueses: a diferença entre Cabrões & Burgueses


Odeio Burgueses. Principalmente aqueles que desfilam de língua afiada, iPhone no bolso e copo de Gin na mão – são os chamados Burgueses Modernos. Se ainda houver espaço para odiar mais alguma coisa, aqui vai: odeio Burgueses de Blogs. Aqueles que se fazem valer de horas à procura de expressões que embelezem a sua escrita para ficarem bem vistos na blogosfera. Sim, porque geralmente todo o Burguês tem um blog. Porquê? Porque um Blog é "de borla" (coisa que o Burguês anda sempre à procura, porque simplesmente não passa de um teso como todos nós) e principalmente porque assim permite-se mostrar ao mundo com toda a sua magnificência quando vai de férias, quando vai às compras, quando viaja, etc, etc, etc...

A ferramenta preferida do Burguês é o Instagram. Depois o Twitter, já que o Facebook está "demodé"; como qualquer Burguês se acha a última bolacha do pacote, também se acha com poder suficiente para ser um opinion-maker.

A ferramenta preferida do Burguês é o Instagram. Depois o Twitter, já que o Facebook está "demodé"; como qualquer Burguês se acha a última bolacha do pacote, também se acha com poder suficiente para ser um opinion-maker. A opinião do Burguês é soberana, porque sabe que todos os carneiros amestrados que o seguem (vulgo, todos os burgueses) vão concordar consigo.

O Burguês Português é um teso. Tem a mania das grandezas, veste roupa de marca, usa perfumes de marca que todos os outros burgueses usam, mas não tem dinheiro para pagar um jantar ao amigo/amiga ou sequer para comprar comida de qualidade – o Burguês só sabe fazer ovos estrelados, bifes insossos e abrir latas de salsichas. O Burguês é aquele que tem toda a lata do mundo para dizer que se esqueceu da carteira no carro, ou qualquer desculpa para não pagar, e nem vergonha na cara tem quando o faz.

O sonho de qualquer Burguês é ter um Blog de "Fashion e Lifestyle"


Para além dos burgueses, há outra espécie que odeio: os Cabrões. Os Cabrões são aquela classe de Burguês que é efectivamente pobre. Que usa perfumes do Continente. Que vai a correr para o supermercado em todos os dias 1 de Maio, porque ouviu dizer que nesse dia "tudo o que meter no carrinho não paga". O Cabrão, assim como o Burguês, não tem vergonha nenhuma na cara. Vai aos sítios onde o irmão Burguês também vai, porque também quer "aparecer" – qual emplastro – nos locais mais In, onde vai tirar montes de "selfies" – tal como o Burguês – mas para as colocar no "Face". Sim, porque ao contrário do que o Burguês acha, o Cabrão acredita que o "Face" é que é. Aliás, o Cabrão adora "Likes" nas suas fotos. Pedinchar por um "Like" é tão vulgar para o Cabrão, como escrever legendas em inglês ou ir a casamentos o é para o Burguês.

O sonho de qualquer Cabrão é entrar no "Secret Story" ou algo semelhante


O problema do Cabrão com o Instagram, é efectivamente a falta de poder económico para comprar roupas decentes e como tal ficar bem nas fotos. Privado de dentes, em quantidade ou qualidade, geralmente com uma pele menos cuidada e um orgulhoso penteado "à Moicano", o Cabrão sabe que não deve mostrar os pontos fracos. Tal complexo, torna o Cabrão mais forte, mais revoltado. Como tal, cada vez que sai à rua, o Cabrão está acima de tudo, preparado para andar "à porrada". Qual Vin Diesel no seu Fiat Punto ou BMW de quarta geração, o Cabrão está sempre de faca afiada e pronto para a cabeçada.

O problema do Cabrão com o Instagram, é efectivamente a falta de poder económico para comprar roupas decentes e como tal ficar bem nas fotos. Privado de dentes, em quantidade ou qualidade, o Cabrão sabe que não deve mostrar os pontos fracos. 

Mas voltando ao Burguês. Outra característica que bem o define são os filhos: o Bernardo, o Afonso, a Maria, são as nomenclaturas atribuídas às suas crias. As crias essas, servem bem o seu propósito: mostrar ao mundo que são bem sucedidos, personificando-lhes a essência que nunca conseguiram ter.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

DIAP - Doce ou Travessura?



O parco conhecimento da nossa sociedade sobre o poder das redes sociais é isto mesmo. Todos filmam, fotografam e partilham o que lhes apetece, a seu bel-prazer. Está na moda fazê-lo, é gratuito, e desde que não se comprometa a vida íntima de ninguém, tudo bem. O problema é quando a coisa se torna viral.

Às vezes acredito que o problema do comum cidadão é viver na hipocrisia de que acha que está em dívida para com o Divino. Na ânsia de reservar o seu lugar no Paraíso, vem a público, na sua poltrona do poder anónimo, julgar como perversidade tudo o que é comportamento social fora do convencial.

A malta do Diap é isto mesmo. Igual a todos nós. Também gostam de se divertir, também gostam de dançar. Só ficaram mal na "fotografia" (ou na filmagem, neste caso) porque nenhuma das intervenientes era mais poderosa do que o anonimato permite. Ninguém sabe se trabalham 14 horas por dia ou mesmo ninguém faz ideia se a conhecida filmagem foi realizada após o horário de trabalho, ou numa hora de almoço. Sinceramente, também acho que ninguém quer saber disso para nada. A hora é de esticar a corda no pescoço alheio.

Podemos verificar no lado direito da imagem, ao deleite provocado pelo anónimo que assistia na sua poltrona


Às vezes acredito que o problema do comum cidadão é viver na hipocrisia de que acha que está em dívida para com o Divino. Na ânsia de reservar o seu lugar no Paraíso, vem a público, na sua poltrona do poder anónimo, julgar como perversidade tudo o que é comportamento social fora do convencial. Provavelmente estes que criticam, também criticam a hipocrisia da igreja. Criticam o rapto das meninas na Nigéria. Criticam o governo. Mas o mais interessante, é que à exceção de casamentos, nunca colocam os pés numa igreja, não votam, e estão simplesmente a "marimbar-se" para o que se passa fora no mundo, colocando-se sempre à margem de contribuir com a sua participação em qualquer tipo de acto solidário.



As pessoas que criticam este vídeo, são as mesmas que fingem que não vêem aqueles jovens à porta dos supermercados a procederem a recolha de alimentos para instituições ou acções de cariz social, quando passam por eles, escusando-se a proporcionar qualquer género de contribuição à causa. São aqueles que se acham mais espertos que os outros, que emitem sempre uma opinião que desconsidera a mobilização alheia por algo positivo, duvidando da legitimidade da mesma. E provavelmente, estes que mais criticam, são os que mais seriamente contribuem para a abstenção quando o País vai a votos.

Nota Final
Não estou aquí para defender as senhoras do Diap, porque considero que não há nada passível de julgamento naquele vídeo. Uma coreografia em torno de um qualquer varão, tal como o visionamento de qualquer filme pornográfico, é coisa que todos fazem, quando têm oportunidade para o fazer.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O português é invejoso, ou gosta mesmo de de ser Cabrão?


Numa consulta ao site informativo, do Jornal de Notícias, deparei-me com uma reportagem acerca da grande mudança de imagem de João Paulo Rodrigues. Consta que, durante 8 meses, o apresentador da TVI dedicou-se ao treino do corpo e da alma, conseguindo perder neste período perdido cerca de 11 kilos. Naturalmente orgulhoso, exibiu os resultados na edição portuguesa da revista Men's Health. Até aqui, nada de novo.

Sem surpresa, deparo-me com o expontâneo coro de críticas que frequentemente as pessoas brindam, quando observam algum modo de sucesso alheio.

Embora não conhecendo bem este sujeito, acho que está de parabéns pelo esforço. Cuidar do corpo é cuidar da mente, embora a mente seja um problema de muita gente. Como é comum em todos os jornais online, o final das reportagens existe a possibilidade de publicar comentários. Sem muita surpresa, deparo-me com um expontâneo coro de críticas que muito frequentemente as pessoas brindam gratuitamente, quando observam algum modo de sucesso alheio. Principalmente se o referido sucesso vier de um português.



Não querendo criticar por criticar, cada um que se considere no direito de o fazer pode fazê-lo, esperando naturalmente sair sempre impune. O que me surpreende mais, prende-se com o facto de não existir o pudor de evitar comentar sem colocar em exposição o próprio Facebook pessoal, acessível a quem quiser dar-se ao trabalho de fazer o clique. Ou se trata de ignorância...

Mais uma catástrofe no Mediterrâneo



5 pessoas morreram e mais de 550 foram resgatas, em consequência de mais um desastre envolvendo embarcações sobre-lotadadas de migrantes, que tentam desesperadamente atravessar o mar Mediterrâneo na esperança de alcançar à Europa. Com quase 600 pessoas a bordo de um barco de pesca fabricado em madeira, o acontecimento poderia ter tomado outras proporções, não fosse a intervenção da Marinha italiana.



A estatística obriga-nos a reflectir. Nas últimas 48 horas foram já resgatados cerca de 6000 migrantes, sendo que desde 2014 os números atingem os 320 mil migrantes resgatados, só na costa de Itália. Com a aproximação do Verão, assim como as boas condições marítimas deste período, prevê-se com bastante certeza a possibilidade deste número aumentar.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Verdadeiro Artista


William Henry Cosby Jr., conhecido simplesmente por Bill Cosby, nasceu a 12 de Julho de 1937 em Filadélfia, nos Estados Unidos. Uma cara difícil de não recordar. Com uma carreira de longos anos, estreou-se numa série em 1965, tendo-se destacado principalmente em comédias e séries televisivas. A série The Cosby Show, de 1983, terá sido o seu ponto alto da carreira, onde o próprio abordava o patriarcado de uma família negra norte-americana, um tema inédito em televisão na altura.

Ao longo da última década, Cosby tem procurado a aproximação a comunidades desfavorecidas, nomeadamente a afro-americana, no sentido de sensibilizar a mesma para os problemas sociais que provocam desagregação, usando mesmo num à-vontade muito seu, alguns discursos acutilantes que têm gerado controvérsia.

Através da utilização de Metaqualona, sedava as então jovens aspirantes a actrizes para consumar os abusos sexuais. A primeira vítima a apresentar queixa, levou já o actor a julgamento, aguardando-se pelo veredicto.

Parte das vítimas, pelos menos as que deram a conhecer


Em 2014, a maior polémica da sua vida. Cerca de 40 mulheres, numa quase acusação conjunta, admitiram ter sido alvo de violação por parte do actor, ao longo de décadas. Um ano mais tarde, Cosby acabaria por admitir que através da utilização de Metaqualona, sedava as então jovens aspirantes a actrizes para consumar os abusos. Esta droga foi nos anos 70 bastante popular pelos efeitos seus sedativos, através da sua propriedade hipnótica depressora do sistema nervoso central. Conhecida por Quaalude, nome de comercialização nos Estados Unidos, foi usada inicialmente como relaxante para insónias, tendo depressa o seu uso ultrapassado a razoável utilização por parte da população. Elevada ao patamar droga social, consumou-se a sua proibição de consumo nos anos 80.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Foto do Dia


O Festival de Cannes, criado em 1946, é um dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo. Verdadeiro conglomerado de celebridades vindas de todos os continentes reúnem-se em Cannes anualmente, numa espécie de comício-orgia do deboche. Aliás, sempre tive as minhas reservas em relação ao displicente comportamento de luxúria e exagero frequentemente retratados por diversos artistas mundias que por lá passam. Drogas sociais em excesso, presumo...



Na edição deste ano, destacaram-se os dois acontecimentos que marcaram o festival. Um deles, relacionado com o aproveitar da cerimónia para alguns actores brasileiros exporem o seu parecer negativo ao processo de destituição de Dilma Rousseff. Outro mais memorável, deveu-se à falta de atenção por parte da actriz francesa Laure Calamy, onde num movimento presumidamente inocente, exibiu supostamente mais do que devia.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Who's That Girl...?



Rihanna, Serena Williams e Nicki Minaj
Três mulheres de inegável beleza, cada uma ao seu estilo e combinadas numa só.
Fica o desafio de descobrir a quem pertencem os olhos, o cabelo, o tom de pele, os lábios, etc...

sábado, 14 de maio de 2016

Padrões de desejo que os homens admiram ou a ode ao vazio de conteúdo.

"Eles não resistem ao ar inocente de Daisy Ridley, ou aos olhos poderosos de Alexandra Daddario nem às pernas de Kate Upton. Estas são as mulheres que lhes conquistam o coração."

Despertou-me alguma curiosidade um artigo divulgado esta semana pela revista Men's Health, em que se listam "As 99 mulheres que os homens mais desejam". Tendo em conta que a referida publicação está direccionada ao público masculino, onde provavelmente todos os artigos são escritos por homens, presumo que tal repertório se fundamente numa sondagem, no mínimo, à porta da própria redacção. Empreendí naturalmente o meu tempo em observar tal lista com o detalhe necessário, mas confesso que ao constatar em 93ª posição a cantora (?) Victoria Beckham, resolví parar.

Ok, passou 1 minuto e lá voltei eu à dita lista. Mas desta vez em versão fast-forward para depressa conformar a minha curiosidade acerca da feliz contemplada com a primeira posição: uma jovem inglesa de 24 anos chamada Daisy Ridley. Mas que m**** de lista é esta? Se esta é considerada (mesmo que apenas e só pela publicação) a máxima matriz de desejo por parte do homem moderno, então eu serei inquestionavelmente um neardental!

Daisy Ridley, a n#1 da lista promovida pela Men's Health


O mundo está mesmo partido ao meio. Num dos hemisférios vivem pessoas que pesam 45kg, com semblantes de tímida porcelana adornada a vulgaridade, surgindo do nada, cujo elogiável destaque na sua vida é viverem até ao prazo de validade que provavelmente se situa nos 30 anos de existência. Depois disso, estão velhas para os objectivos a que se propõem: terem a presença de meninas de 20, servis ao desejo de figurar numa qualquer passadeira vermelha.

O mundo está mesmo partido ao meio. Num dos hemisférios vivem pessoas que pesam 45kg, com semblantes de tímida porcelana adornada a vulgaridade, surgindo do nada, cujo elogiável destaque na sua vida é viverem até ao prazo de validade que provavelmente se situa nos 30 anos de existência.

Não vale a pena fazer comparações entre elas, pois provavelmente nada as distingue.  São inquestionavelmente bonitas, embora se a referida votação pretende destacar "As mulheres que os homens mais desejam", correcto seria esta nomear-se "As mulheres que os míudos de 20 ou homens de 50 mais desejam". Haveria então lugar neste "gap" de 30 anos a destacarem-se meritoriamente outro tipo de mulheres – as que vivem no outro lado do hemisfério. Estes seriam os critérios:

- Mulheres que tenham mais de 18 anos mas não aparentem ter 18 anos.
- Se o limite de idade ultrapassar a barreira do razoável, que outros atributos como a inteligência, personalidade e charme se submetam a avaliação.
- Mulheres que se destaquem com meritório sucesso profissional.
- Mulheres que podendo ser portadoras de inegável beleza, nunca tenham utilizado tal atributo para singrar.
- Mulheres que se tenham destacado pela sua aplicação a bons valores e bons costumes.
- Mulheres que soletrem eximiamente o abecedário.
- Mulheres que gostem de ser "Mulheres", quando acordam e quando se deitam.
- Mulheres que tenham cultura geral para abordar assuntos diversos, mesmo que não os dominem.
- Mulheres que valorizem a importância do sexo feminino na sociedade, que demonstrem perseverança em carreiras profissionais antagonicamente povoadas pelo sexo masculino.
- Mulheres que ensinem ou motivem os homens a serem melhores.

Porque este valores todos juntos, para mim, são o que mais me fazem admirar o sexo oposto.

terça-feira, 10 de maio de 2016