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terça-feira, 31 de maio de 2016

Portugueses: a diferença entre Cabrões & Burgueses


Odeio Burgueses. Principalmente aqueles que desfilam de língua afiada, iPhone no bolso e copo de Gin na mão – são os chamados Burgueses Modernos. Se ainda houver espaço para odiar mais alguma coisa, aqui vai: odeio Burgueses de Blogs. Aqueles que se fazem valer de horas à procura de expressões que embelezem a sua escrita para ficarem bem vistos na blogosfera. Sim, porque geralmente todo o Burguês tem um blog. Porquê? Porque um Blog é "de borla" (coisa que o Burguês anda sempre à procura, porque simplesmente não passa de um teso como todos nós) e principalmente porque assim permite-se mostrar ao mundo com toda a sua magnificência quando vai de férias, quando vai às compras, quando viaja, etc, etc, etc...

A ferramenta preferida do Burguês é o Instagram. Depois o Twitter, já que o Facebook está "demodé"; como qualquer Burguês se acha a última bolacha do pacote, também se acha com poder suficiente para ser um opinion-maker.

A ferramenta preferida do Burguês é o Instagram. Depois o Twitter, já que o Facebook está "demodé"; como qualquer Burguês se acha a última bolacha do pacote, também se acha com poder suficiente para ser um opinion-maker. A opinião do Burguês é soberana, porque sabe que todos os carneiros amestrados que o seguem (vulgo, todos os burgueses) vão concordar consigo.

O Burguês Português é um teso. Tem a mania das grandezas, veste roupa de marca, usa perfumes de marca que todos os outros burgueses usam, mas não tem dinheiro para pagar um jantar ao amigo/amiga ou sequer para comprar comida de qualidade – o Burguês só sabe fazer ovos estrelados, bifes insossos e abrir latas de salsichas. O Burguês é aquele que tem toda a lata do mundo para dizer que se esqueceu da carteira no carro, ou qualquer desculpa para não pagar, e nem vergonha na cara tem quando o faz.

O sonho de qualquer Burguês é ter um Blog de "Fashion e Lifestyle"


Para além dos burgueses, há outra espécie que odeio: os Cabrões. Os Cabrões são aquela classe de Burguês que é efectivamente pobre. Que usa perfumes do Continente. Que vai a correr para o supermercado em todos os dias 1 de Maio, porque ouviu dizer que nesse dia "tudo o que meter no carrinho não paga". O Cabrão, assim como o Burguês, não tem vergonha nenhuma na cara. Vai aos sítios onde o irmão Burguês também vai, porque também quer "aparecer" – qual emplastro – nos locais mais In, onde vai tirar montes de "selfies" – tal como o Burguês – mas para as colocar no "Face". Sim, porque ao contrário do que o Burguês acha, o Cabrão acredita que o "Face" é que é. Aliás, o Cabrão adora "Likes" nas suas fotos. Pedinchar por um "Like" é tão vulgar para o Cabrão, como escrever legendas em inglês ou ir a casamentos o é para o Burguês.

O sonho de qualquer Cabrão é entrar no "Secret Story" ou algo semelhante


O problema do Cabrão com o Instagram, é efectivamente a falta de poder económico para comprar roupas decentes e como tal ficar bem nas fotos. Privado de dentes, em quantidade ou qualidade, geralmente com uma pele menos cuidada e um orgulhoso penteado "à Moicano", o Cabrão sabe que não deve mostrar os pontos fracos. Tal complexo, torna o Cabrão mais forte, mais revoltado. Como tal, cada vez que sai à rua, o Cabrão está acima de tudo, preparado para andar "à porrada". Qual Vin Diesel no seu Fiat Punto ou BMW de quarta geração, o Cabrão está sempre de faca afiada e pronto para a cabeçada.

O problema do Cabrão com o Instagram, é efectivamente a falta de poder económico para comprar roupas decentes e como tal ficar bem nas fotos. Privado de dentes, em quantidade ou qualidade, o Cabrão sabe que não deve mostrar os pontos fracos. 

Mas voltando ao Burguês. Outra característica que bem o define são os filhos: o Bernardo, o Afonso, a Maria, são as nomenclaturas atribuídas às suas crias. As crias essas, servem bem o seu propósito: mostrar ao mundo que são bem sucedidos, personificando-lhes a essência que nunca conseguiram ter.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

O português é invejoso, ou gosta mesmo de de ser Cabrão?


Numa consulta ao site informativo, do Jornal de Notícias, deparei-me com uma reportagem acerca da grande mudança de imagem de João Paulo Rodrigues. Consta que, durante 8 meses, o apresentador da TVI dedicou-se ao treino do corpo e da alma, conseguindo perder neste período perdido cerca de 11 kilos. Naturalmente orgulhoso, exibiu os resultados na edição portuguesa da revista Men's Health. Até aqui, nada de novo.

Sem surpresa, deparo-me com o expontâneo coro de críticas que frequentemente as pessoas brindam, quando observam algum modo de sucesso alheio.

Embora não conhecendo bem este sujeito, acho que está de parabéns pelo esforço. Cuidar do corpo é cuidar da mente, embora a mente seja um problema de muita gente. Como é comum em todos os jornais online, o final das reportagens existe a possibilidade de publicar comentários. Sem muita surpresa, deparo-me com um expontâneo coro de críticas que muito frequentemente as pessoas brindam gratuitamente, quando observam algum modo de sucesso alheio. Principalmente se o referido sucesso vier de um português.



Não querendo criticar por criticar, cada um que se considere no direito de o fazer pode fazê-lo, esperando naturalmente sair sempre impune. O que me surpreende mais, prende-se com o facto de não existir o pudor de evitar comentar sem colocar em exposição o próprio Facebook pessoal, acessível a quem quiser dar-se ao trabalho de fazer o clique. Ou se trata de ignorância...

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Barbas grandes em coisas pequenas



Não terei sido seguramente uma das primeiras pessoas a reparar nesta mais moderna tendência masculina: a Estética-Barba-Orgulhosamente-Por-Fazer-à-Quase-Um-Ano. Há modas que vão, assim como há modas que vêm. Há aquelas que duram mais tempo e provavelmente as que não duram tempo nenhum. Depois, existe a histeria colectiva de querer ter estilo suficiente para conquistar o mundo, nem que seja de cuecas...

Não sei onde começou esta moda da Barba por fazer, mas já deu para perceber que os portugueses não foram os únicos pelo globo a adquirir tal hábito. Muito provavelmente esta caracterização facial brotou da embrionagem de um qualquer fashion-adviser, até se tornar um hábito oficial aos dias de hoje. Imagino as vantagens:

- Um rapazito passará a ser um homem.
- Um "beto" passará a ser um rude.
- Um machinho passará a ser um machão.
- Um menino-de-coro passará a ser um insolente.
- Algo que nasceu pequeno depressa a aparentar maior dimensão, e por aí fora...

Tenho uma opinião formada a respeito das Barbas. Perante uma qualquer crise de identidade, bastará deixá-las crescer ao ponto de... Ok.... já percebí! Lembrei-me do filme 300, o tal em que uma minoria de 300 Espartanos lideradas pelo bravo Rei Leónidas resistem heroicamente ao numeroso exército Persa. É isso mesmo!...



Tendo em conta que se trata de um filme de 2006 e esta tendência andará em voga há sensivelmente dois anos, cronologicamente pode fazer sentido. Aliás, três anos antes surge como um cometa um Johnny Depp de barba e bigode na personificação do pirata-palhaço Jack Sparow, figura muito apreciada pelo público feminino, que até então quase ignorava a existência do actor. No fundo, tudo isto para dizer que o homem utiliza a Barba para se mostrar mais viril; tal como no meu tempo quando se ajudava uma senhora a carregar os sacos de compras do supermercado, independentemente se o conteúdo fossem ovos ou tijolos. Assunto explicado.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O que sinto pelo Facebook

















O Facebook é usado por milhões e milhões de pessoas. E milhões e milhões de pessoas não podem estar erradas, de modo que devo ser a única pessoa a ter este afecto pela famosa rede social. Num mundo onde nada é gratuito, à exceção do amor, amizade, oxigénio, andar, tudo o resto vale o que vale.

domingo, 8 de maio de 2016

O que falta ao Bloco de Esquerda
- A política no Jardim do Éden

Apetece-me começar este post com a seguinte constatação: chateia-me solenemente o ar circunspecto e sisudo dos portugueses. Em bom português, a tromba com que as pessoas se passeiam pelas ruas. Ou dentro do carro. Ou nos supermercados. Ou nas repartições públicas. Ou em quase todo o lado. Às vezes acredito que somos um povo desanimado com qualquer motivo misterioso ou simplesmente por culpa de alguém, mesmo que esse alguém não seja mesmo ninguém. Mas para um tipo desconfiado como eu, será suspeito para avaliar.

Às vezes acredito que somos um povo desanimado com qualquer motivo misterioso ou simplesmente por culpa de alguém, mesmo que esse alguém não seja mesmo ninguém.

Por falar em assuntos que não levam a lado nenhum, vou falar de política em Portugal. Em preferências políticas, sou 30% de Esquerda, 40% de Centro e 30% de Direita. Mas no que respeita a partidos políticos nacionais, não me identifico com nenhum. Não gosto nem confio na política portuguesa principalmente pela ausência nesta do verdadeiro sentido de estado que os seus figurantes demonstram. Um circo de imposturice burguesa que gosta de andar com copos de Gin na mão nos locais In da noite de Lisboa para mim não representa a imagem que um político deveria ter. Já não basta o zé-povinho armado em Snob...
















Serem uma espécie de Sócrates de saias; sorridentes e descontraídas, tal como o marisco que nos meses sem "erre" goza de um qualquer privilégio mitológico que inibe as pessoas de os consumir.

Mas existe um determinado grupo partidário que aparentemente se diz diferente. O Bloco de Esquerda. Entre o dividir amíude a liderança do partido ou destacar nas suas fileiras um considerável número de jovens mulheres, merecem pelo menos o prémio "Inovação". Na moribunda árvore sem folhas que é a política, fica bem o côr-de-rosa da flor de cerejeira. À Mariana Mortágua, Catarina Martins e Marisa Matias – os rostos em maior destaque neste partido – só lhes falta algo: apresentarem-se de um modo menos sério e artificial. Serem uma espécie de Sócrates de saias; sorridentes e descontraídas, tal como o marisco que nos meses sem "erre" goza de um qualquer privilégio mitológico que inibe as pessoas de os consumir.



Mas acredito que existam países onde ensaios rocambolescos na política sejam bem mais apreciáveis.   Por exemplo, em Itália. Aficionada das redes sociais e das viagens low-cost, Maria Elena Boschi é uma jovem Deputada e Ministra italiana, que com apenas 35 anos tem a seu cargo a pasta das Reformas Constitucionais. Fundamental ou não em exercício do cargo que ocupa, a sua imagem bem ao estilo das divas italianas dos anos 70 e 80 garante um olhar diferente sobre o o "cizentismo" governamental. O estado de graça das coisas fica diferente com um sorriso de uma mulher assim. Uma sugestão às mulheres da política portuguesa.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A verdade sobre o "Caso Bárbara"...



"Que fique claro que nada tenho contra a polícia, nem tão pouco contra cumprir as leis, porque sempre o fiz. Mas tenho contra a falta de educação”, contou, reiterando que o agente a tratou com “indiferença” e “sorriso de gozo”.  “Fiquei ofendida. Fico triste, quer da atitude do agente por não me respeitar, quer da atitude do presidente acima referida. E independentemente da notoriedade ou profissão que refere o presidente da câmara, aqui fica o desabafo de uma cidadã”.

Um facto axiomático. Sempre que observamos à distância (por meio de relato ou de imagens) actuações policiais que visem o restabelecimento de ordem pública, não evitamos um misto de sensações: de incómodo perante a indispensável agressividade do acto, como o endossar de louvor ao papel dos agentes de autoridade. Porém, quando o visado da actuação policial se trata de uma figura pública, a observação alheia torna-se mais sumária: "Tem a mania que é importante, que é mais que os outros, é bem merecido!", uma retórica comum que aufere ao agente a liberdade de punição sob crime de soberba praticado pela delinquente personalidade.

"Tem a mania que é importante, que é mais que os outros, é bem merecido!", uma retórica comum que aufere ao agente a liberdade de punição sob crime de soberba praticado pela delinquente personalidade.

Os portugueses são "tramados". Não resolvem com clareza as situações no momento devido; mas gostam de as prolongar o mais que podem, fazendo uso de consagrados meios para o efeito: o Facebook. Não para ficarem de consciência tranquila, mas para sujeitar o alvo da sua indignação à humilhação arbitral de uma espécie de alcateia lusitana que gosta de falar mal, falar alto, sem falar a maior parte das vezes de um modo correcto.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Cultura Geral...


O que representa esta gravura?

Resposta A) Nada, rigorosamente nada
Resposta B) Uma obra de arte aleatória
Resposta C) Os portugueses na praia quando faz Sol em Maio

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Cultura Geral...



O que representa esta gravura?

Resposta A) Guerra civil norte-americana
Resposta B) Uma obra de arte aleatória
Resposta C) Os meus vizinhos da frente

terça-feira, 26 de abril de 2016

Ginásios, Wellness & outras mentiras que as pessoas gostam

















Ginásio. Palavra cuja origem advém do termo em Latim Gymnasium. Locais onde na Grécia antiga serviam de local para aperfeiçoamento não apenas da forma física como também intelectual. Como fundamentos assentes em premissas culturais e pedagógicas, por aquí se praticava a disciplina mental, na qual se associava o treino à manutenção da saúde, sendo tal princípio considerado fundamental no desenvolvimento do ser humano.

Os Ginásio actuais. Agremiações desportivas vocacionadas para a prática de desportos, dotadas de salas e equipamentos onde se praticam actividades em grupo ou singulares, sob a supervisão de responsáveis com certificação profissional no âmbito dos ofícios que lhes são inerentes.

O Ginásio que frequento. Negócio mercantilista protegido pelo denominado conceito Wellness (corpo são e mente sã), dotado de excelentes instalações, profissionais certificados e apreciável quantidade de modernos equipamentos, mas que lamentavelmente coloca o sócio frequentador no patamar mais baixo de interesse por parte de toda uma estrutura aparentemente profissionalizada.

Em teoria económica, os negócios existem para gerar retorno financeiro a quem os desenvolve. Ponto inquestionável. Porém, é o interesse em investir no negócio gerado pelo cliente que determina o que é realmente o valor do negócio, partindo do pressuposto que o serviço lhe aparenta mais-valias geradoras de interesse em nele investir, ou por ele pagar. O que infelizmente sucede no caso do Ginásio que frequento, assenta na dificuldade em conjugar num só os interesses do mesmo para com interesses dos Sócios. O Sócio, que paga um valor efectivamente elevado mas compreensível tendo em análise as excelentes condições estruturais e profissionais oferecidas, é sujeito a uma incompreensível ostracização a partir do momento em que se inscreve, pois não lhe são colocados à disposição, de modo intencional, os meios técnicos humanos que o apoiem à prática desportiva desejada. É garantido um género de "Serviços Mínimos" (leia-se por "Serviços Mínimos" a presença de poucos instrutores de sala a prestarem apoio), ineficientes em quantidade para apoiar as solicitações pela lotação do Ginásio na maior parte do horário de funcionamento. Basicamente, e fazendo uma analogia aos cursos de condução, é como se para além de se pagar as aulas de condução também fosse obrigatório pagar ao instrutor para acompanhar as mesmas.

O Sócio, que paga um valor efectivamente elevado mas compreensível tendo em análise as excelentes condições estruturais e profissionais oferecidas, é sujeito a uma incompreensível ostracização a partir do momento em que se inscreve, pois não lhe são colocados à disposição, de modo intencional, os meios técnicos humanos que o apoiem à prática desportiva desejada.

Como se tal não bastasse, a própria conduta apresentada pelos referidos instrutores revela limitações no que respeita à abordagem aos praticantes. Colocando-se como observadores a uma distância estratégica, aparentemente inibidos institucionalmente do contacto sem fins lucrativos, é gerada uma "barreira" entre os mesmos e os Sócios que treinam, entregando os praticantes à sua sorte. E como naturalmente nem todas as pessoas têm o civísmo nem a cultura de interacção suficientes para zelar pelo interesse de todos, tal distanciamento reflete-se em resultados pouco abonatórios no que respeita à arrumação e manutenção de equipamentos, como exemplos primários.

Tudo na vida tem um fim, principalmente quando surgem alternativas que permitam uma mudança. Infelizmente as alternativas que já existem, ao que parece, não são suficientes.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Portugueses, Snob's e Burgueses - parte I



Portugal. Território ocupado por Celtas, Romanos, Germânicos e Mouros. Após as reconquistas cristãs, formado como condado ora pelo Reino de Galiza, ora pelo Reino de Leão. Segundo a história,  Portugal estabeleceu a sua independência em 1143, como Reino de Portugal, tornando-se a partir do delineamento de fronteiras estabelecido no Tratado de Alcanizes no primeiro Estado-Nação da Europa. "Estado-Nação", um termo proveniente do conceito iluminista "Estado da Razão", estabelecido a partir do interesse de reformar as sociedades utilizando a razão e o conhecimento como pilares do seu desenvolvimento moderno e progressista.

Foi na ascensão europeia dos "Estados-Nações", que os portugueses se tornaram uma vez mais pioneiros, levando o nosso povo a embarcar rumo ao desconhecido, na designada Era dos Descobrimentos. Em síntese, Portugal expandiu-se sobre o mapa em quatro dos cinco continentes, tornando-se a mais importante potência política, económica e militar em todo o mundo, cenário possível pela impulsão de novos conceitos de capitalismo senhorial promovidos pelo Renascimento. Ao contrário do sangrento e escravizante Reino de Castela, o propósito inicial da expansão portuguesa manifestava-se pelo desenvolvimento de trocas comerciais entre o Oriente e a Europa (só mais tarde, no Brasil, se utiliza a escravatura como mão-de-obra).

Toda esta descrição define-se como o lado mais romântico da nossa história, aquele que mais vezes se expõe quando se trata de defender a tese "daquilo que já fomos, ao contrário do que somos agora". Por omissão casual, ou simplesmente desconhecimento, não são referidas as fugas para o Brasil da corte, aquando das várias invasões a que o nosso reinado se sujeitou, posteriormente.
Então afinal, o que é hoje o Português?

O Português não é hoje, o legado de tal período descrito. Alguns consideram que tal é óbvio; séculos se passaram sobre tal independência de descoberta, a monarquia foi afastada definitivamente, hoje existe uma comunidade de estados globais, e por consequência, Portugal na actualidade precisa mais do exterior para se desenvolver do que para se expandir. O problema é que Portugal, pura e simplesmente, não se desenvolve. Portugal, depois de depurar todo o seu desenvolvimento industrial pela dificuldade em acompanhar as mudanças económicas globais em curso após as grandes guerras mundiais, deu-se ao luxo de se manter encolhido no seu canto, servindo-se do que tinha, até mais não ter.

Uma conversa para continuar em breve.