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sexta-feira, 3 de junho de 2016

O Sonho de Criança do Presidente do Sporting







































Segundo consta, o sonho de criança do presidente do Sporting Clube de Portugal foi sempre ocupar o dito cargo que alcançou. Sonhar é bom e realizar os sonhos é bom demais. O problema é que o indivíduo conseguiu materializar o sonho sem chegar a adulto. Mas acho que para ele isso é apenas um pormenor, um minúsculo detalhe sem importância. Se os adeptos gostam, para quê mudar?

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O Erro do Presidente do Sporting: Demasiada Emoção, Alguma Razão e pouco Cérebro Humano



O título deste post evoca naturalmente a obra do neurocientista António Damásio, escrita em 1994 e editada pela Companhia das Letras. Sob a designação "O erro de Descartes: Emoção, Razão e Cérebro Humano", o autor aborda essencialmente a relação que existe entre o corpo e o cérebro, uma correlação não-considerada por um dos mais influentes filósofos da história – o francês René Descartes.

Descartes foi essencialmente um homem que conheceu ao longo da sua vivência uma série de diferentes culturas e diferentes linhas de pensamento. Numa sociedade marcadamente feudal (em plena Idade Média), o filósofo observou que os costumes e tradições de um povo influenciam o modo como as pessoas pensam e lidam. Basicamente, com as suas crenças. Entre outras teses, Descartes defendeu que a dúvida é a aurora do conhecimento. No sentido inverso, o autor português defende que a ausência de sentimentos e emoções são a antítese da racionalidade, em que todo o comportamento racional deverá ser intrínseco ao lado emocional.

A Emoção inspira-se no impulso. Define o bem estar imediato assim como a felicidade momentânea. A Razão define uma objectividade futura, assim como as consequências da decisão tomada. Todos nós somos fruto da emoção, embora a objectividade da razão seja seguramente um dos principais pilares de uma vida em equilíbrio, com um sentido à realização de modo mais elaborado, vertical e seguro. A vertente emocional atribuí ao ser humano todas as sensações de prazer naturalmente momentâneas, mas necessariamente procuradas por todos nós. No atingir de tal relação com o prazer, inúmeras vezes abdicamos da não tão atraente Razão. As consequências de tais actos, serão apenas mais tarde recolhidas.

A vertente emocional atribuí ao ser humano todas as sensações de prazer naturalmente momentâneas, mas necessariamente procuradas por todos nós. No atingir de tal relação com o prazer, inúmeras vezes abdicamos da não
tão atraente Razão. As consequências de tais actos, serão apenas
mais tarde recolhidas.

Tudo isto para apoiar a análise que o presidente do Sporting Clube de Portugal me merece. Bruno de Carvalho configurou-se como um candidato à presidência do clube que actualmente preside, sob o formato de alternativa ao por sí definido Status Quo que prevalecia ao longo de décadas no clube: por razão da génese cultural do emblema, reconhecia nele uma conduta de presidencialismo semi-feudal da qual o Sporting se tinha tornado mártir, sacrificando o prestígio obtido por vitórias à mercê da subserviência não apenas a clubes rivais, como a uma passividade que excluía o clube das vitórias.

Perante uma massa adepta emocionalmente descontente mas pouco empenhada no esclarecimento – como todas as massas o são –, o surgimento do apóstolo colocando a descoberto clandestinas frustrações – como todas as frustrações o são – e apontando alvos em concreto, conseguiu de modo fácil e sem impugnação o mais fácil júbilo da história do clube. Nem na sua altura, João Rocha que hoje se edifica hiperbolicamente a Rei, foi tão soberanamente aclamado. De repente, com uma comunicação essencialmente focada na resposta imediata a questão confusas, Bruno de Carvalho despertou as emoções dos crentes ao Clube. Criou-se então uma corrente humana emocionalmente movida, descaracterizando-se a possibilidade da Razão em redor do futuro do clube.



Forjado o ferro, procurando o conflito e a dôr como estrada de um sucesso por sí contemplado, Bruno de Carvalho permitiu o sonho tomar conta de sí, tão quanto cada adepto permitiu a sí próprio encarnar no mesmo paradigma. Criou-se assim a canonização de um novo Sporting, reconfigurado numa matriz que nunca foi a sua, numa índole de complexo de Édipo, como se de uma prostituição intelectual a matriz do Sporting se tratasse.

Pessoas que hoje "fazem" o Sporting, nomeadamente o seu presidente, o treinador, assim como os responsáveis mais visíveis, são uma face oposta ao que 90% das gerações sportinguistas acreditaram. Os Pais daqueles que hoje se dizem ser do Sporting, acreditaram não numa fantasia como Carvalho sempre desejou sublinhar, mas num modo de estar no desporto e na vida em simbiose com a Razão e o Estatuto. Razão e Estatuto fizeram do Sporting o Sporting, assim como por exemplo, Emoção e Permissão fizeram do Benfica o Benfica. Não aponto tais condições como uma crítica. É isto que os clubes são, e como tal, esta foi a génese da sua rivalidade eterna.

Bruno de Carvalho é um indivídio que despreza a génese do Sporting. Enquanto o povo se imberbe entre o apocalípse de discursos heteróclitos ou a burguesia de descortinar relatórios & contas provincianos, ele e todos aqueles que o acompanham transformam o clube num corpo sem alma, onde virtualmente um coração bate, enquanto bater. Peço honestidade às gerações mais novas! O que lhes foi transmitido pelos anciães que lhes mostraram o que era o Sporting? O que lhes fez gostar do Sporting quando decidiram ser sportinguistas e pouco se vislumbrava em formatação de títulos? Tiveram vergonha do Sporting algum dia das vossas vidas, levando-vos agora a acreditar que não existe diferença entre o que Bruno de Carvalho pensa e o melhor caminho para o clube? Na medição triste de sportinguismo, então eu digo-vos que se assim o foi, vocês nunca foram do Sporting.

O Sporting não demonstrando desportivismo – mesmo que em momentos dele duvide –, não merece o louvor do desporto nem quem por ele se apaixona. Entenda-se que é possível admirar um clube mesmo que este não ganhe;
a maioria das pessoas desta vida também não ganham.

Declarem carinho ao clube, observando na planície da vossas vidas o abraço fraterno à Razão. No cume da Emoção, nunca abandonem a reflexão que tal momento exige, porque não há razão em momentos baixos que provoquem emoção em momentos altos. O Sporting declarando guerras sem objectividade, vence jogos mas não ganha títulos. O mesmo que conseguiu sem guerras. O Sporting colocado-se incómodo a terceiros, desprotege o seu reino, confundindo o seu povo. O Sporting não demonstrando desportivismo – mesmo que em momentos dele duvide –, não merece o louvor do desporto nem quem de ele se apaixona. Entenda-se que é possível admirar um clube mesmo que este não ganhe; a maioria das pessoas desta vida também não ganham. Mas podem ser admiradas se forem dignas. Sem ser admirado, fruto desta eleita mensagem de nojo ao mundo do Futebol do qual o Sporting tem vindo a subscrever, o Sporting passa a ser odiado, em igual proporção ao sentimento transportado por aqueles que neste momento também vítimas do seu ódio ao alheio, procuram neste presidente o próximo balão de oxigénio.

A Sporting sobrevive deste modo. Mas não cresce. Não caminha para lado algum. Quem desejar apontar ao lucro no final do trimestre como resposta cabal a todo este indelicadamente longo texto, encontrem então em tal aglomerado estatístico uma numerologia de razões para o lerem de novo estas linhas, desde o princípio.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Toda a verdade sobre o "Jogo da Mala" no futebol português
A história entre Sporting, Benfica e Porto



A trama acerca do tão badalado "Jogo da Mala" tem feito correr tinta sobre páginas e páginas de jornais. Com a aproximação do final do campeonato de futebol, suspeitas sobre a circulação de uma mala transportadora de elevada recompensa ao clube que consiga derrotar o Sport Lisboa e Benfica, tem deixado os responsáveis do clube encarnado em elevado estado de alerta. Com apenas dois pontos a separar a equipa do Sporting Clube de Portugal do actual líder do campeonato, todas as suspeitas apontam para a formação de Alvalade como principais suspeitos do transporte de tão ambicionado prémio.

Informação apurada permite confirmar que o "Imaculado Líder" terá prestado o seu contributo, o que adivinha uma aproximação estratégica entre os dois clubes – Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto

Ao que tem sido falado na última semana, o presidente do Sporting  – "O Grande Líder" como é conhecido entre os seus apoiantes – terá sondado o homólogo do Norte no sentido apoiar o avolumar de conteúdo da referida "Mala", visando um superior valor a entregar aos dois restantes adversários que o clube da Luz terá pela frente até ao final do campeonato. A informação apurada permite confirmar que o "Imaculado Líder" terá já prestado o seu contributo, o que adivinha uma aproximação estratégica entre os dois clubes.



Do lado do Benfica, é tempo de contar espingardas. Sob superiores instruções, os responsáveis pela área de comunicação têm colocado incessantemente na praça pública o verdadeiro enredo em que se encontra o futebol em Portugal. Fazendo uso da sua mais forte convicção – a palavra – procura-se levantar a ponta do véu no que respeita ao destino do eminente prémio, focando agora as suas acusações para o Marítimo, próximo adversário na jornada que se avizinha. O presidente do Sport Lisboa e Benfica até agora tem mantido o silêncio.

O "Imaculado Líder" terá mesmo mostrado aos responsáveis do clube de Alvalade o conteúdo da dita "Mala Vermelha". Que na verdade não passava de um saco com alguns doces e peças de fruta, em clara provocação

Um silêncio que fomenta a certeza acerca de uma segunda "Mala" de alvíssaras, desta vez preparada pelo clube encarnado, que percorre o País em sentido inverso, com destino aos adversários que o Sporting tem tido pela frente. O primeiro destinatário terá sido mesmo o Futebol Clube do Porto, adversário do clube verde-e-branco na anterior jornada. O "Imaculado Líder" terá mesmo mostrado aos responsáveis do clube de Alvalade o conteúdo da dita "Mala Vermelha". Que na verdade não passava de um saco com alguns doces e peças de fruta, em clara provocação que nada beneficia o desporto. A prova está ilustrada acima, na primeira fotografia.



Neste momento surge o presidente do clube insular Marítimo, que terá mesmo feito chegar através de telefone pessoal, um emocionado pedido de desculpas ao presidente do Sporting, respeitando à quebra de compromisso aquando da negociação do jogador Danilo por parte da equipa madeirense. Um pedido de desculpas ao qual o "Grande Líder" terá sido sensível, delegenciando ao transportador da "Mala" claras instruções para a sua entrega ao cuidado dos responsáveis do Marítimo. Ficaremos a aguardar por mais novidades até ao final da semana.

Este relato não pretende de modo algum invocar personagens reais, nem tão pouco desrespeitar a honra ou a seriedade de pessoas similares às ilustradas nesta sátira. O blog "Sete Indomáveis Patifes" é proprietário das ilustrações, estando os seus direitos ou responsabilidade a sí imputadas.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Um dia na vida de... "O Grande Líder"

O Grande Líder, acompanhado da sua devota comitiva






















Uma das figuras mais controversas da actualidade desportiva em Portugal é sem sombra de dúvida o Presidente do Sporting Clube de Portugal. Amado por uns, odiado por alguns, mas senhor de inegável  profilaxia em relação ao clube que preside. Os Sete Indomáveis Patifes decidiram passar uma jornada ao lado desta controversa personagem, acompanhando-o nas mais diversas actividades no seu azafamado dia-à-dia.

O Grande Líder numa acção pedagógica, elaborando um comunicado






















Todos os dias começam tal como acabam. A averiguação do estado da nação verde e branca não se resume apenas ao que se constata "in-loco" nas instalações do clube, mas também a uma minuciosa pesquisa nas redes virtuais que permitem ao "Grande Líder" acompanhar a par e passo todas as movimentações de clubes rivais, assim como estimular métodos de contra-informação perante os ataques de uma comunicação social sedenta de destabilizar o clube.

O Grande Líder logra grande admiração por todos os adeptos do clube, principalmente o público feminino






















É junto dos adeptos que se constata a dimensão da sua popularidade. Dono de apaixonada devoção à causa Sporting e sempre acompanhado de um discurso incandescente, ao "Grande Líder" atribui-se-lhe a eficácia na união dos adeptos em torno do clube, outrora vítima de depreciada gestão por parte de grupos de capitalistas. Acusando estes de "negligência", promoveu-lhes a chamada Purificação Imperialista, procurando a sua condenação em plena praça pública.

Acompanhando a edificação do tão desejado pavilhão






















Em plena campanha Presidencial, uma das maiores bandeiras do Presidente terá sido a construção de um novo pavilhão onde o clube pudesse usufruir de melhores condições para as suas diversas modalidades. Uma vez mais, fruto da unificação da massa adepta em torno do seu projecto, o "Grande Líder" conseguiu angariar verbas suficientes para tornar o sonho realidade. Hoje é frequente assistir às suas orientações munidas de detalhe em pleno estaleiro de obras, providenciando preciosas indicações a todos os profissões envolvidos no auspicioso projecto, como é possível constatar na fotografia acima.

O Grande Líder sempre disponível às solicitações, mesmo nas brincadeiras com os mais novos






















Portador de sensibilidade e disponibilidade notáveis, este é indiscutivelmente também o representante das novas gerações de adeptos, que depositam nele a esperança de um futuro melhor. Uma linguagem directa e acessível, a abnegação ao conformismo, a referência a grandes batalhas, são o mote e a grande cartada de um homem, todo ele humano, mas magnâmico aos olhos do que o acompanham.

Nota de redação:
Este texto não visa de modo algum a ofensa nem a injúria ao bom nome das pessoas e entidades envolvidas, as quais merecem toda a nossa consideração.