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quinta-feira, 19 de maio de 2016
Voar ao lado de um avião
O piloto e entusiasta pela aviação, Yves Rossy tornou-se conhecido pela invenção do equipamento a jacto que lhe permite voar a quase 2000 metros de altitude. Conhecido como "Jetman", Rossy tem viajado pelo mundo na demonstração da sua invenção, exibindo com natural orgulho as suas performances pelos ares, devidamente documentadas pela equipa que o acompanha. Conseguindo atingir velocidades na ordem dos 300km/hora, conta já com algumas experiências interessantes, como o sobrevoar a cordilheira dos Alpes ou o Grand Canyon. Em 2015 no Dubai, juntamente com Vince Reffet, foi filmada uma demonstração de 10 minutos operada por ambos a acompanharem um avião Emirates Airbus A380 – o maior avião de transporte de passageiros da actualidade – sobrevoando a famosa Jumeirah Palm a uma altitude de 1200 metros. Os pilotos com o respectivo equipamento colocado são lançados exclusivamente a partir de um helicóptero, sendo que a sua aterragem é apoiada por meio de paraquedas. A filmagem é apresentada no vídeo acima.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Dubai - A Utopia do Paraíso
O Dubai é um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos. Localizado junto à costa sul do Golfo Pérsico, Dubai é a federação monárquica mais populosa do país com cerca de 2,5 milhões de habitantes, tendo como capital a cidade de Dubai. As receitas do emirado são hoje essencialmente provenientes do turismo, sector imobiliário e financeiro, sendo que o petróleo e gás natural contribuem apenas com 6% da sua sustentabilidade, longe dos quase 23% provenientes das actividades relacionadas com imobiliário.
Conseguimos compreender o Dubai?
Como Ocidentais que somos, é-nos difícil compreender o estilo de vida adoptado neste país. Porém, mesmo perante o paralelismo que existe entre o luxo das suas infra-estruturas e a ausência de aplicação de direitos humanos equalitários entre a população, não deixamos de observar com admiração o desenvolvimento que a economia aquí possibilitou, de inegável atracção a qualquer um de nós. Enquanto um violador é julgado pelo crime de "sexo extra-conjugal", o policiamento na cidade é feito a partir de carros como Aston Martin ou Bugatti. Destaca-se uma taxa de criminalidade a rondar os 0%... O que nos parece uma utopia, para eles faz sentido.
Ao mesmo tempo que um violador é julgado pelo crime de "sexo extra-conjugal", o policiamento na cidade é feito a partir de carros de luxo como Aston Martin ou Bugatti. O que nos parece uma utopia, para eles faz sentido.
Não obstante de leis bastante conservadoras, os líderes do país revelam uma extraordinária predisposição à globalização, demonstrando pouca inflexibilidade à entrada de capital estrangeiro no país como também à aplicação dos seus investimentos em negócios um pouco por todo o mundo. Sendo politicamente neutros, assentam na diplomacia uma mais-valia à prosperidade económica.
A sustentabilidade do Dubai
O Dubai como hoje conhecemos, teve o início do seu desenvolvimento após a Guerra do Golfo Pérsico, quando o elevado preço do petróleo incentivou a criação de plataformas turísticas e financeiras, que permitissem o restaurar de confiança a uma comunidade internacional descrente na estabilidade do país. A criação de zonas francas permitiu o ingresso de capital estrangeiro em larga escala, o que levou toda a industria de construção e turismo a explorar novos meios de acompanhar esses interesses.
Mas apesar de ter sido inquestionavelmente o petróleo o grande responsável inicial do seu desenvolvimento, hoje esta matéria-prima representa apenas 6% das receitas do emirado. A decisão do governo em centrar a sua economia nos serviços e no turismo, permitiu tornar o sector imobiliário muito mais valioso. Mesmo o próprio sector financeiro tem hoje uma importância vital na economia do Dubai, tornando-o a segunda força económica no Médio Oriente logo a seguir à Arábia Saudita.
Uma das questões mais frágeis do Dubai prende-se com a sua própria demografia. Com cerca de 2,5 milhões de habitantes, apenas 13% da população é nativa. Demonstram claras dificuldades ao nível de angariação de mão-de-obra, recorrendo obrigatoriamente a outros países providenciadores da mesma. Mesmo a própria ausência de sectores industriais colocam a sua economia mais susceptível ao desequilíbrio.
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